SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Observe o texto abaixo: De acordo com os Critérios de Roma IV, o texto se refere à(ao) “É a regurgitação do conteúdo recém deglutido, seguida da remastigação e nova deglutição ou não. O início é geralmente entre 3 e 8 meses de vida e não ocorre durante o sono ou quando a criança está interagindo com indivíduos no ambiente. A causa é um aumento da pressão intragástrica devido à contração dos músculos abdominais e está associado com a abertura do esfíncter esofágico inferior, o que causa o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago. A motilidade de jejum e pós-prandial usualmente estão normais”.
Regurgitação + remastigação + contração abdominal (sem esforço/sono) = Síndrome da Ruminação.
A síndrome da ruminação é um distúrbio funcional onde ocorre a regurgitação sem esforço do alimento, seguida de remastigação, devido ao aumento da pressão intragástrica por contração muscular voluntária (embora muitas vezes inconsciente).
A síndrome da ruminação é frequentemente subdiagnosticada em lactentes, sendo confundida com refluxo gastroesofágico refratário. O reconhecimento dos Critérios de Roma IV é essencial para evitar investigações invasivas desnecessárias e tratamentos farmacológicos ineficazes. O manejo foca em técnicas comportamentais e orientação familiar, uma vez que a motilidade gastrointestinal é intrinsecamente normal. Na prática clínica, observar o lactente após a mamada é a chave diagnóstica. A ausência de sintomas durante o sono e a associação com contrações abdominais visíveis reforçam a hipótese. O prognóstico é geralmente bom, com resolução espontânea na maioria dos casos pediátricos à medida que a criança se desenvolve e as rotinas alimentares se estabilizam.
Segundo os Critérios de Roma IV, a síndrome da ruminação é caracterizada pela regurgitação repetitiva de alimentos recentemente ingeridos, que podem ser remastigados e novamente engolidos ou cuspidos. O início ocorre tipicamente entre 3 e 8 meses de vida. O fenômeno é precedido por uma contração dos músculos abdominais que aumenta a pressão intragástrica, levando à abertura do esfíncter esofágico inferior. Importante ressaltar que os episódios não ocorrem durante o sono e não são precedidos por náuseas ou vômitos vigorosos, diferenciando-se de patologias obstrutivas ou inflamatórias.
A diferenciação clínica reside no comportamento: na ruminação, há frequentemente remastigação do conteúdo e o ato parece ser provocado por uma manobra de aumento de pressão abdominal. Além disso, a ruminação cessa durante o sono e quando a criança está distraída ou interagindo intensamente com o ambiente. No RGE fisiológico ou na DRGE, a regurgitação é passiva, pode ocorrer durante o sono e não envolve o ciclo de remastigação. Exames de motilidade na ruminação costumam mostrar padrões de jejum e pós-prandiais normais, confirmando a natureza funcional do distúrbio.
A fisiopatologia envolve um aumento voluntário, porém muitas vezes habitual e reflexo, da pressão intragástrica. Isso é alcançado através da contração coordenada dos músculos da parede abdominal simultaneamente ao relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI). Diferente do vômito, não há uma onda antiperistáltica gástrica complexa coordenada pelo centro do vômito. É considerada uma resposta aprendida ou um distúrbio funcional onde a motilidade gástrica intrínseca permanece preservada, mas a dinâmica pressórica tóraco-abdominal está alterada.
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