Rubéola Congênita: Tríade Clássica e Manifestações

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Perda auditiva, catarata e cardiopatia congênita são manifestações clínicas observadas na seguinte infecção congênita:

Alternativas

  1. A) Citomegalovirose
  2. B) Rubéola
  3. C) Sífilis
  4. D) Toxoplasmose
  5. E) Varicela

Pérola Clínica

Rubéola congênita = perda auditiva, catarata e cardiopatia congênita (tríade clássica).

Resumo-Chave

A tríade clássica da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é composta por perda auditiva neurossensorial, catarata e cardiopatia congênita (especialmente persistência do canal arterial e estenose da artéria pulmonar). Essas manifestações ocorrem devido à infecção materna pelo vírus da rubéola durante o primeiro trimestre da gestação, período de maior teratogenicidade.

Contexto Educacional

A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é uma condição grave que resulta da infecção fetal pelo vírus da rubéola, transmitido da mãe para o feto durante a gestação. Embora a vacinação em massa tenha reduzido drasticamente a incidência da rubéola, casos esporádicos e surtos ainda podem ocorrer, tornando o conhecimento sobre a SRC essencial para residentes e profissionais de saúde, especialmente em pediatria e obstetrícia. A patogênese da SRC envolve a infecção viral das células fetais, levando a danos teciduais e malformações. As manifestações clínicas dependem do período gestacional em que a infecção ocorreu, sendo o primeiro trimestre o mais crítico. A tríade clássica de perda auditiva neurossensorial, catarata e cardiopatia congênita (persistência do canal arterial e estenose da artéria pulmonar são as mais comuns) é o marco diagnóstico da SRC, embora outras anomalias como microcefalia, retardo do crescimento intrauterino, glaucoma e diabetes mellitus também possam estar presentes. O diagnóstico da SRC é clínico e laboratorial, com a detecção do vírus ou anticorpos específicos no recém-nascido. Não há tratamento antiviral específico para a SRC, e o manejo é de suporte, focado nas anomalias presentes. A prevenção é a medida mais eficaz, através da vacinação pré-concepcional de mulheres em idade fértil, garantindo imunidade antes de uma possível gravidez. A conscientização sobre a importância da vacinação e o rastreamento da imunidade em gestantes são pilares na erradicação da SRC.

Perguntas Frequentes

Quais são as manifestações clínicas da Síndrome da Rubéola Congênita?

A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é classicamente caracterizada pela tríade de perda auditiva neurossensorial, catarata e cardiopatia congênita (como persistência do canal arterial e estenose da artéria pulmonar). Outras manifestações podem incluir microcefalia, retardo do crescimento intrauterino, glaucoma e diabetes mellitus.

Quando a infecção materna por rubéola é mais perigosa para o feto?

A infecção materna por rubéola é mais perigosa para o feto quando ocorre no primeiro trimestre da gestação, especialmente nas primeiras 12 semanas. Nesse período, o risco de malformações congênitas graves é maior, diminuindo significativamente após a 16ª semana.

Como a Síndrome da Rubéola Congênita pode ser prevenida?

A prevenção da Síndrome da Rubéola Congênita é feita principalmente através da vacinação das mulheres em idade fértil com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) antes da gestação. É crucial que a vacina não seja administrada durante a gravidez.

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