HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023
A Síndrome da rubéola congênita é decorrente da infecção da mãe pelo vírus da rubéola durante as primeiras semanas da gravidez. A infecção da mãe pode resultar em aborto, morte fetal ou anomalias congênitas. Quais as cardiopatias congênitas mais associadas a síndrome da rubéola congênita?
SRC → Persistência do Canal Arterial (PCA) e Estenose Pulmonar (EP) são as cardiopatias congênitas mais comuns.
A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é uma condição grave resultante da infecção materna pelo vírus da rubéola, especialmente no primeiro trimestre. As cardiopatias congênitas mais frequentemente associadas à SRC são a persistência do canal arterial (PCA) e a estenose pulmonar, que devem ser ativamente investigadas em recém-nascidos com suspeita da síndrome.
A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é uma condição devastadora causada pela infecção do feto pelo vírus da rubéola, especialmente quando a infecção materna ocorre nas primeiras 12 semanas de gestação. A rubéola é uma infecção viral que, embora geralmente leve em crianças e adultos, pode ter consequências graves para o feto em desenvolvimento, incluindo aborto espontâneo, morte fetal e uma ampla gama de anomalias congênitas. Entre as malformações congênitas, as cardiopatias são achados frequentes e clinicamente significativos na SRC. As mais comumente associadas são a persistência do canal arterial (PCA) e a estenose da artéria pulmonar ou de seus ramos. Outras anomalias cardíacas podem ocorrer, mas essas duas são as mais características. Além do coração, a SRC pode afetar os olhos (catarata, glaucoma, retinopatia), os ouvidos (surdez neurossensorial, que é a sequela mais comum), e o sistema nervoso central (microcefalia, retardo mental). A prevenção da SRC é fundamental e baseia-se na vacinação de rotina de meninas e mulheres em idade fértil com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). A triagem pré-natal para imunidade à rubéola é essencial, e mulheres suscetíveis devem ser orientadas a evitar a gravidez por pelo menos um mês após a vacinação e a serem vacinadas no pós-parto. O diagnóstico precoce e o manejo multidisciplinar são importantes para otimizar o prognóstico dos recém-nascidos afetados.
A tríade clássica de Gregg inclui catarata, cardiopatia congênita (principalmente PCA e estenose pulmonar) e surdez neurossensorial. Outros achados podem ser microcefalia, retardo do crescimento, hepatoesplenomegalia e lesões ósseas.
A infecção materna no primeiro trimestre de gestação é a mais crítica devido à intensa organogênese fetal nesse período. O vírus pode causar danos irreversíveis aos órgãos em desenvolvimento, resultando em malformações congênitas graves.
A prevenção primária é a vacinação universal contra a rubéola (vacina tríplice viral) em mulheres em idade fértil antes da gravidez. Mulheres grávidas não devem ser vacinadas, mas devem ser testadas para imunidade e vacinadas no pós-parto se suscetíveis.
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