HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2024
Catarata, microftaimia, lesões ósseas e surdez são manifestações clínicas de qual infecção congénita?
Catarata, microftalmia, surdez e lesões ósseas em RN → Síndrome da Rubéola Congênita (SRC).
A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é uma condição grave causada pela infecção materna pelo vírus da rubéola durante a gestação, especialmente no primeiro trimestre. As manifestações clássicas incluem a tríade de Gregg (catarata, cardiopatia congênita e surdez), mas também pode haver microftalmia e lesões ósseas.
A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é uma condição devastadora causada pela infecção materna pelo vírus da rubéola durante a gravidez, com maior risco de malformações quando a infecção ocorre no primeiro trimestre. Apesar da ampla disponibilidade da vacina, surtos ainda ocorrem em populações não vacinadas, tornando seu reconhecimento crucial para a saúde pública e a prática clínica. A fisiopatologia da SRC envolve a replicação viral em tecidos fetais, resultando em danos celulares e interrupção do desenvolvimento orgânico. As manifestações clínicas são variadas e podem incluir a clássica tríade de Gregg (catarata, cardiopatia congênita e surdez neurossensorial), além de microftalmia, glaucoma, retinopatia, lesões ósseas radiolúcidas, hepatoesplenomegalia, icterícia, trombocitopenia e atraso no desenvolvimento. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com detecção de anticorpos IgM ou IgG persistentes no recém-nascido. Não há tratamento específico para a infecção viral em si, mas o manejo é de suporte e visa corrigir as malformações congênitas. O prognóstico varia conforme a gravidade das anomalias. A prevenção é a pedra angular, sendo a vacinação pré-concepcional com a vacina tríplice viral a medida mais eficaz para erradicar a SRC. É fundamental que mulheres em idade fértil sejam imunizadas e que a sorologia para rubéola seja realizada no pré-natal.
As principais manifestações da SRC incluem a tríade de Gregg (catarata, cardiopatia congênita e surdez neurossensorial), além de microftalmia, glaucoma, retinopatia, lesões ósseas radiolúcidas, hepatoesplenomegalia, icterícia e trombocitopenia.
A infecção materna pelo vírus da rubéola, especialmente no primeiro trimestre, pode levar a malformações congênitas graves devido à replicação viral nos tecidos fetais em desenvolvimento. O risco de malformações é maior quanto mais precoce a infecção na gestação.
A principal medida de prevenção é a vacinação de mulheres em idade fértil com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) antes da gestação. É contraindicada durante a gravidez, portanto, a sorologia pré-concepcional é fundamental.
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