AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Sobre a Síndrome da Rubéola Congênita é correto afirmar:
Síndrome da Rubéola Congênita: infecção materna pode causar aborto, morte fetal ou anomalias graves (catarata, surdez, cardiopatia, diabetes) no feto.
A infecção por rubéola durante a gestação, especialmente no primeiro trimestre, é extremamente teratogênica. Pode levar a desfechos graves como aborto espontâneo, morte fetal ou uma série de malformações congênitas, sendo a tríade clássica catarata, cardiopatia e surdez, mas também incluindo diabetes e glaucoma.
A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é uma condição grave resultante da infecção materna pelo vírus da rubéola durante a gravidez. Embora a rubéola seja uma doença geralmente benigna em crianças e adultos, sua ocorrência em gestantes, especialmente no primeiro trimestre, pode ter consequências devastadoras para o feto. A SRC é uma das principais causas de deficiências congênitas evitáveis, e sua prevenção é um objetivo primordial da saúde pública através da vacinação. A fisiopatologia da SRC envolve a transmissão transplacentária do vírus da rubéola, que causa danos diretos às células fetais e vasculite, levando a malformações e retardo do crescimento. As manifestações clínicas são variadas e podem incluir aborto espontâneo, morte fetal, restrição de crescimento intrauterino e uma série de anomalias congênitas. As mais comuns são as oculares (catarata, glaucoma), auditivas (surdez neurossensorial) e cardíacas (persistência do canal arterial, estenose da artéria pulmonar). Outros achados incluem microcefalia, retardo mental, hepatoesplenomegalia, púrpura trombocitopênica e diabetes mellitus. O manejo da SRC é complexo e multidisciplinar, focando no tratamento das anomalias específicas. No entanto, a principal estratégia é a prevenção, que se baseia na vacinação universal de crianças e, crucialmente, de mulheres em idade fértil não imunes. É essencial que essas mulheres sejam vacinadas antes da gravidez e evitem engravidar por um período de 1 a 3 meses após a vacinação para garantir a segurança fetal. A vigilância epidemiológica e a alta cobertura vacinal são fundamentais para a eliminação da SRC.
A SRC pode causar uma ampla gama de anomalias, incluindo a tríade clássica de catarata, cardiopatia congênita (especialmente persistência do canal arterial e estenose da artéria pulmonar) e surdez neurossensorial. Outras manifestações podem ser glaucoma, microcefalia, retardo mental e diabetes mellitus.
O risco de malformações congênitas é maior quando a infecção materna ocorre no primeiro trimestre da gravidez, especialmente nas primeiras 12 semanas, podendo atingir até 85% de chance de afetar o feto. Após a 20ª semana, o risco de anomalias graves diminui consideravelmente.
A vacinação de mulheres em idade fértil não imunes é a estratégia mais eficaz para prevenir a SRC. Ao conferir imunidade à mãe antes da gravidez, ela impede a infecção materna e, consequentemente, a transmissão vertical do vírus para o feto. É fundamental que a mulher não engravide por pelo menos um mês após a vacina.
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