SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021
Recém-nascido, filho de mãe sem pré-natal, nasceu de parto normal com 38 semanas de gestação, pequeno para a idade gestacional. Na maternidade, detectou-se a presença de persistência do canal arterial, o teste do reflexo vermelho apresentou opacidade bilateral e as emissões otoacústicas foram ausentes bilateralmente.Esses achados são sugestivos de qual infecção congênita?
PCA + Catarata/Opacidade reflexo vermelho + Surdez congênita (emissões otoacústicas ausentes) = Síndrome da Rubéola Congênita.
A tríade clássica da Síndrome da Rubéola Congênita inclui cardiopatia (como PCA), defeitos oculares (catarata, retinopatia) e surdez neurossensorial. A presença de PIG e ausência de pré-natal reforçam a suspeita de infecção congênita.
A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é uma condição grave causada pela infecção materna pelo vírus da rubéola durante a gestação, especialmente no primeiro trimestre. A ausência de pré-natal na mãe do caso clínico aumenta a probabilidade de não vacinação e, consequentemente, de infecção primária durante a gravidez. Os achados clínicos apresentados no recém-nascido são altamente sugestivos de SRC: a persistência do canal arterial (PCA) é uma cardiopatia congênita comum na rubéola; a opacidade bilateral do reflexo vermelho indica catarata congênita; e as emissões otoacústicas ausentes bilateralmente confirmam a surdez neurossensorial. A associação desses três elementos é a tríade clássica da SRC. Outras manifestações podem incluir microcefalia, retardo do crescimento intrauterino (PIG), hepatoesplenomegalia, icterícia e lesões ósseas. O diagnóstico laboratorial envolve a detecção de IgM específico para rubéola no RN ou a persistência de IgG após os 6-12 meses de vida. A prevenção é feita pela vacinação de mulheres em idade fértil.
Os achados clássicos incluem cardiopatias (PCA, estenose pulmonar), defeitos oculares (catarata, glaucoma, retinopatia), e surdez neurossensorial. Outros sinais podem ser PIG, microcefalia, hepatoesplenomegalia e lesões ósseas.
A infecção materna por rubéola, especialmente no primeiro trimestre, pode levar a malformações graves no feto devido à replicação viral em diversos tecidos, resultando na Síndrome da Rubéola Congênita.
A vacinação pré-concepcional contra rubéola é crucial para prevenir a infecção materna durante a gravidez e, consequentemente, a Síndrome da Rubéola Congênita, que pode causar sequelas permanentes no recém-nascido.
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