IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
Catarata congênita, retinopatia, persistência do canal arterial e baixo peso ao nascer são manifestações clínicas comumente encontradas em que patologia?
Catarata congênita + retinopatia + PCA + baixo peso ao nascer = Síndrome da Rubéola Congênita (SRC).
A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é causada pela infecção materna pelo vírus da rubéola durante a gestação, especialmente no primeiro trimestre. As manifestações clássicas incluem a tríade de Gregg (catarata, cardiopatia congênita como PCA, surdez) e outras como retinopatia e baixo peso ao nascer.
A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é uma condição grave resultante da infecção materna pelo vírus da rubéola durante a gravidez, sendo mais devastadora quando a infecção ocorre no primeiro trimestre. Apesar da vacinação ter reduzido drasticamente sua incidência, a SRC ainda é uma preocupação em regiões com baixas coberturas vacinais. É uma das infecções do grupo TORCH, conhecido por causar malformações congênitas. A fisiopatologia envolve a replicação viral em tecidos fetais, levando a danos celulares e interrupção do desenvolvimento orgânico. As manifestações clínicas são variadas e podem incluir a clássica tríade de Gregg (catarata, cardiopatia congênita e surdez neurossensorial), além de retinopatia em "sal e pimenta", microcefalia, retardo do crescimento intrauterino (baixo peso ao nascer), hepatoesplenomegalia, trombocitopenia e lesões ósseas. O diagnóstico é clínico e laboratorial (detecção de anticorpos IgM ou IgG específicos no neonato). Não há tratamento antiviral específico para a SRC, sendo o manejo de suporte e sintomático. A prevenção é a medida mais eficaz, através da vacinação de mulheres em idade fértil antes da gestação. Residentes devem estar aptos a reconhecer as manifestações da SRC para um diagnóstico precoce e manejo adequado, além de reforçar a importância da vacinação.
A tríade clássica de Gregg inclui catarata, cardiopatia congênita (especialmente persistência do canal arterial ou estenose da artéria pulmonar) e surdez neurossensorial.
O risco de malformações graves na Síndrome da Rubéola Congênita é maior quando a infecção materna ocorre no primeiro trimestre da gestação, especialmente nas primeiras 8-10 semanas.
Além das manifestações oculares (catarata, retinopatia) e cardíacas (PCA, estenose pulmonar), a rubéola congênita pode afetar o sistema nervoso central (microcefalia, retardo mental), auditivo (surdez), hematológico (trombocitopenia), e causar baixo peso ao nascer.
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