Síndrome da Rubéola Congênita: Diagnóstico e Sinais

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025

Enunciado

Recém-nascido, pequeno para idade gestacional, apresenta quadro de surdez, microcefalia, estenose pulmonar e catarata congênita. Diante do conjunto de alterações descritas, selecione a infecção congênita provável do caso.

Alternativas

  1. A) Síndrome de Zika congênita.
  2. B) Sífilis congênita.
  3. C) Toxoplasmose congênita.
  4. D) Síndrome da rubéola congênita.

Pérola Clínica

Surdez + catarata + cardiopatia congênita (estenose pulmonar) + microcefalia = Síndrome da Rubéola Congênita.

Resumo-Chave

A tríade clássica da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) inclui catarata, cardiopatia congênita (especialmente persistência do canal arterial ou estenose pulmonar) e surdez neurossensorial, frequentemente acompanhada de microcefalia e restrição de crescimento intrauterino.

Contexto Educacional

A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é uma condição grave resultante da infecção materna pelo vírus da rubéola durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre. A prevalência diminuiu drasticamente com a vacinação em massa, mas ainda é uma preocupação em regiões com baixa cobertura vacinal. A SRC é caracterizada por uma constelação de anomalias congênitas que afetam múltiplos sistemas orgânicos, sendo a tríade de Gregg (catarata, cardiopatia e surdez) o achado mais clássico. O diagnóstico da SRC é primariamente clínico, baseado nas manifestações características em um recém-nascido com histórico de exposição materna ou sorologia positiva para rubéola. A fisiopatologia envolve a replicação viral em tecidos fetais, levando a danos celulares diretos e inflamação crônica. A suspeita deve surgir em recém-nascidos com restrição de crescimento intrauterino, microcefalia, lesões oculares (catarata, glaucoma), surdez neurossensorial e cardiopatias congênitas (estenose da artéria pulmonar, persistência do canal arterial). O tratamento da SRC é de suporte e visa manejar as anomalias congênitas específicas, como cirurgia para catarata ou cardiopatia. Não há tratamento antiviral específico. O prognóstico varia conforme a gravidade das malformações. A prevenção é fundamental e baseia-se na vacinação de mulheres em idade fértil antes da gestação, garantindo imunidade contra o vírus da rubéola.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos da Síndrome da Rubéola Congênita?

Os principais sinais incluem catarata, surdez neurossensorial, cardiopatias congênitas (como persistência do canal arterial ou estenose pulmonar), microcefalia, retardo do crescimento e lesões cutâneas.

Como a infecção por rubéola durante a gestação afeta o feto?

A infecção materna por rubéola, especialmente no primeiro trimestre, pode levar à transmissão transplacentária do vírus, causando danos graves e permanentes em múltiplos órgãos fetais devido à replicação viral e inflamação.

Qual a importância da vacinação na prevenção da Síndrome da Rubéola Congênita?

A vacinação materna pré-concepcional com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é a medida mais eficaz para prevenir a infecção por rubéola na gestante e, consequentemente, a Síndrome da Rubéola Congênita.

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