UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025
Recém-nascido, pequeno para idade gestacional, apresenta quadro de surdez, microcefalia, estenose pulmonar e catarata congênita. Diante do conjunto de alterações descritas, selecione a infecção congênita provável do caso.
Surdez + catarata + cardiopatia congênita (estenose pulmonar) + microcefalia = Síndrome da Rubéola Congênita.
A tríade clássica da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) inclui catarata, cardiopatia congênita (especialmente persistência do canal arterial ou estenose pulmonar) e surdez neurossensorial, frequentemente acompanhada de microcefalia e restrição de crescimento intrauterino.
A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é uma condição grave resultante da infecção materna pelo vírus da rubéola durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre. A prevalência diminuiu drasticamente com a vacinação em massa, mas ainda é uma preocupação em regiões com baixa cobertura vacinal. A SRC é caracterizada por uma constelação de anomalias congênitas que afetam múltiplos sistemas orgânicos, sendo a tríade de Gregg (catarata, cardiopatia e surdez) o achado mais clássico. O diagnóstico da SRC é primariamente clínico, baseado nas manifestações características em um recém-nascido com histórico de exposição materna ou sorologia positiva para rubéola. A fisiopatologia envolve a replicação viral em tecidos fetais, levando a danos celulares diretos e inflamação crônica. A suspeita deve surgir em recém-nascidos com restrição de crescimento intrauterino, microcefalia, lesões oculares (catarata, glaucoma), surdez neurossensorial e cardiopatias congênitas (estenose da artéria pulmonar, persistência do canal arterial). O tratamento da SRC é de suporte e visa manejar as anomalias congênitas específicas, como cirurgia para catarata ou cardiopatia. Não há tratamento antiviral específico. O prognóstico varia conforme a gravidade das malformações. A prevenção é fundamental e baseia-se na vacinação de mulheres em idade fértil antes da gestação, garantindo imunidade contra o vírus da rubéola.
Os principais sinais incluem catarata, surdez neurossensorial, cardiopatias congênitas (como persistência do canal arterial ou estenose pulmonar), microcefalia, retardo do crescimento e lesões cutâneas.
A infecção materna por rubéola, especialmente no primeiro trimestre, pode levar à transmissão transplacentária do vírus, causando danos graves e permanentes em múltiplos órgãos fetais devido à replicação viral e inflamação.
A vacinação materna pré-concepcional com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é a medida mais eficaz para prevenir a infecção por rubéola na gestante e, consequentemente, a Síndrome da Rubéola Congênita.
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