Rubéola Congênita: Diagnóstico e Sinais Clínicos no RN

CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2021

Enunciado

RN de 35 semanas de idade gestacional apresenta icterícia colestática, hepatomegalia, pancitopenia ao hemograma, microcefalia, catarata e estenose pulmonar. A principal hipótese etiológica para essa infecção congênita é:

Alternativas

  1. A) Sifilis
  2. B) Toxoplasmose
  3. C) Rubéola
  4. D) Citomegalovírus

Pérola Clínica

RN com microcefalia, catarata, estenose pulmonar, icterícia colestática e pancitopenia → Síndrome da Rubéola Congênita.

Resumo-Chave

A tríade clássica da rubéola congênita inclui catarata, cardiopatia congênita (especialmente persistência do canal arterial ou estenose pulmonar) e surdez. No entanto, a infecção pode apresentar um espectro mais amplo de manifestações, como microcefalia, icterícia colestática e pancitopenia, que são altamente sugestivas do diagnóstico, especialmente quando presentes em conjunto.

Contexto Educacional

A rubéola congênita é uma infecção perinatal causada pelo vírus da rubéola, transmitido da mãe para o feto durante a gravidez. É uma das infecções do complexo TORCH (Toxoplasmose, Outras - Sífilis, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes) e, embora a vacinação tenha reduzido drasticamente sua incidência, ainda é uma condição importante a ser reconhecida, especialmente em regiões com baixa cobertura vacinal. A gravidade das malformações congênitas depende do período gestacional em que a infecção materna ocorre, sendo o primeiro trimestre o mais crítico. A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) manifesta-se com uma ampla gama de anomalias. A tríade clássica inclui defeitos oculares (catarata, glaucoma, retinopatia), cardiopatias congênitas (persistência do canal arterial, estenose da artéria pulmonar) e surdez neurossensorial. No entanto, o espectro clínico é mais abrangente, podendo incluir microcefalia, retardo do crescimento intrauterino, icterícia colestática, hepatoesplenomegalia, lesões ósseas, púrpura trombocitopênica e pancitopenia. A presença de icterícia colestática, hepatomegalia, pancitopenia, microcefalia, catarata e estenose pulmonar em um RN é altamente sugestiva de SRC. O diagnóstico da rubéola congênita é feito pela detecção do vírus ou de anticorpos IgM específicos no RN. O tratamento é de suporte, visando o manejo das malformações e complicações. A prevenção é a medida mais eficaz, através da vacinação de mulheres em idade fértil antes da gravidez. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas da SRC é crucial para o manejo adequado do recém-nascido e para a notificação epidemiológica da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes da tríade clássica da rubéola congênita?

A tríade clássica da rubéola congênita, também conhecida como Síndrome de Gregg, inclui catarata (ou glaucoma), cardiopatia congênita (mais comumente persistência do canal arterial ou estenose da artéria pulmonar) e surdez neurossensorial.

Quais outras manifestações podem ser encontradas na rubéola congênita?

Além da tríade clássica, a rubéola congênita pode apresentar microcefalia, retardo do crescimento intrauterino, icterícia colestática, hepatoesplenomegalia, lesões ósseas, púrpura trombocitopênica (blueberry muffin baby) e pancitopenia.

Qual o período de maior risco para a transmissão da rubéola congênita?

O risco de transmissão e a gravidade das malformações são maiores quando a infecção materna ocorre no primeiro trimestre da gestação, especialmente nas primeiras 8 a 10 semanas, quando a organogênese está em curso. Após a 20ª semana, o risco de malformações graves diminui consideravelmente.

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