CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
Na catarata congênita causada por rubéola:
Catarata por rubéola → microftalmo + irite + opacidade nuclear 'em pérola'.
O vírus da rubéola pode persistir no cristalino por anos após o nascimento, podendo causar inflamação (irite) pós-operatória intensa se a cápsula for rompida.
A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) ocorre devido à infecção materna no primeiro trimestre da gestação. A tríade clássica de Gregg inclui catarata, cardiopatia congênita e surdez. Na oftalmologia, o manejo da catarata é complexo devido à persistência viral no cristalino; a liberação do vírus durante a aspiração das massas pode desencadear uma uveíte fulminante, exigindo corticoterapia perioperatória rigorosa.
A catarata na rubéola congênita é tipicamente nuclear, com uma aparência densa e esbranquiçada ('em pérola'), podendo ser unilateral ou bilateral. Frequentemente está associada a outras anomalias como microftalmo e uma reação inflamatória crônica (iridociclite).
Sim, o vírus da rubéola tem a capacidade única de atravessar a cápsula do cristalino durante a embriogênese e persistir vivo dentro das fibras cristalinianas por meses ou até anos após o nascimento, representando um risco de inflamação grave durante a cirurgia de catarata.
Além da catarata e microftalmo, é muito comum a 'retinopatia em sal e pimenta' (alterações pigmentares da retina que geralmente não afetam a visão), glaucoma congênito e ceratopatia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo