FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
Acerca da rubéola na gestação, é CORRETO afirmar:
Rubéola congênita: bebês assintomáticos ao nascer podem desenvolver manifestações tardias, como DM e disfunção tireoidiana.
A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é uma condição grave que pode resultar de infecção materna por rubéola durante a gestação. É crucial entender que, mesmo em crianças que parecem assintomáticas ao nascimento, podem surgir manifestações tardias significativas, incluindo endocrinopatias como diabetes mellitus tipo 1 e distúrbios da tireoide, exigindo acompanhamento a longo prazo.
A rubéola na gestação é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão vertical e desenvolvimento da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). A SRC é uma doença grave que pode causar múltiplas anomalias congênitas, especialmente se a infecção materna ocorrer no primeiro trimestre. A vacinação pré-concepcional é a medida preventiva mais eficaz, e o rastreamento sorológico é fundamental no pré-natal. As manifestações da SRC podem ser variadas, desde formas leves até quadros graves com múltiplos órgãos acometidos, incluindo coração, olhos, ouvidos e sistema nervoso central. É crucial reconhecer que a ausência de sintomas ao nascimento não exclui a SRC, pois muitos bebês podem desenvolver manifestações tardias, como endocrinopatias (diabetes mellitus tipo 1, disfunção tireoidiana) e problemas neurológicos ou oftalmológicos anos depois. O manejo de crianças com SRC requer uma abordagem multidisciplinar e acompanhamento a longo prazo para monitorar o surgimento de complicações tardias. A educação das gestantes sobre a importância da vacinação e a identificação precoce de sintomas de rubéola são essenciais para reduzir a incidência dessa síndrome e suas sequelas.
As manifestações clássicas da SRC incluem defeitos cardíacos (persistência do canal arterial, estenose da artéria pulmonar), defeitos oculares (catarata, glaucoma, retinopatia) e surdez neurossensorial. Outras manifestações podem incluir microcefalia, retardo do crescimento e hepatoesplenomegalia.
O diagnóstico é feito por sorologia, buscando anticorpos IgM e IgG. A presença de IgM positivo ou soroconversão (IgG negativo para positivo) ou aumento significativo dos títulos de IgG entre duas amostras indica infecção recente. A vacinação pré-concepcional é a principal forma de prevenção.
Mesmo bebês assintomáticos ao nascer podem desenvolver manifestações tardias, como diabetes mellitus tipo 1, disfunção tireoidiana (hipotireoidismo ou hipertireoidismo), glaucoma, panencefalite progressiva e distúrbios do comportamento, exigindo acompanhamento multidisciplinar.
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