Síndrome de Rokitansky-Kuster-Hauser: Diagnóstico e Características

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021

Enunciado

Paciente, 14 anos, com ausência de menstruação e de crescimento dos caracteres sexuais secundários, vagina sólida até seu quinto inferior, útero rudimentar em forma de cordões bicornes com função ovariana e o cariótipo feminino normais, sem anormalidades do trato urinário, diagnóstico de:

Alternativas

  1. A) Septo vaginal transverso.
  2. B) Síndrome da insensibilidade a andrógenos.
  3. C) Síndrome de Rokitansky-Kuster-Hauser.
  4. D) Hímen imperfurado.

Pérola Clínica

Rokitansky: Amenorreia primária + agenesia vaginal/uterina + ovários funcionantes + cariótipo 46,XX.

Resumo-Chave

A Síndrome de Rokitansky-Kuster-Hauser (MRKH) é uma condição congênita caracterizada pela agenesia ou hipoplasia do útero e dos dois terços superiores da vagina, em mulheres com cariótipo 46,XX e ovários funcionantes. A apresentação clássica é a amenorreia primária.

Contexto Educacional

A Síndrome de Rokitansky-Kuster-Hauser (MRKH), também conhecida como agenesia mülleriana, é uma condição congênita que afeta o desenvolvimento do trato reprodutor feminino. Caracteriza-se pela ausência ou hipoplasia do útero e dos dois terços superiores da vagina, enquanto os ovários e as tubas uterinas proximais são geralmente normais. A apresentação clínica mais comum é a amenorreia primária em adolescentes que desenvolveram caracteres sexuais secundários normalmente, pois os ovários são funcionantes e produzem hormônios. O diagnóstico é feito com base na anamnese, exame físico (que revela uma vagina encurtada ou em fundo cego) e exames de imagem, como ultrassonografia pélvica e ressonância magnética, que confirmam a ausência ou hipoplasia uterina. O cariótipo é 46,XX, e a função ovariana é normal. É crucial diferenciar a MRKH de outras causas de amenorreia primária, como a Síndrome de Insensibilidade a Andrógenos (SIA), que apresenta cariótipo 46,XY e testículos internos. O tratamento da MRKH foca na criação de uma neovagina para permitir a atividade sexual, geralmente por dilatação progressiva ou cirurgia. O aconselhamento psicológico é fundamental, e a possibilidade de gestação via útero de substituição (barriga de aluguel) com os próprios óvulos da paciente pode ser uma opção futura.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados clínicos da Síndrome de Rokitansky?

A Síndrome de Rokitansky-Kuster-Hauser (MRKH) é caracterizada por amenorreia primária, agenesia ou hipoplasia do útero e dos dois terços superiores da vagina, com ovários e cariótipo femininos normais (46,XX).

Como diferenciar MRKH da Síndrome de Insensibilidade a Andrógenos?

Na MRKH, o cariótipo é 46,XX e os ovários são funcionantes, enquanto na Síndrome de Insensibilidade a Andrógenos (SIA), o cariótipo é 46,XY, há testículos internos e ausência de útero e ovários, com desenvolvimento mamário devido à aromatização de testosterona.

Quais malformações podem estar associadas à Síndrome de Rokitansky?

A Síndrome de Rokitansky pode estar associada a malformações do trato urinário (agenesia renal, rim em ferradura) e esqueléticas (anomalias vertebrais), sendo importante a investigação completa.

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