CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020
Qual a conduta correta durante a facoemulsificação no caso de uma síndrome de retropulsão do diafragma iridocristaliniano?
Retropulsão do diafragma na faco → Bloqueio pupilar reverso → Levantar a íris para equalizar pressões.
Ocorre quando a pressão na câmara anterior supera a posterior (bloqueio reverso); a manobra de separar a íris da cápsula anterior equaliza as pressões e normaliza a profundidade da câmara.
A síndrome de retropulsão do diafragma iridocristaliniano é uma intercorrência intraoperatória que pode assustar o cirurgião iniciante devido à mudança súbita na anatomia da câmara anterior. O aprofundamento excessivo dificulta a manipulação dos fragmentos nucleares e aumenta o estresse sobre as zônulas. O reconhecimento imediato do bloqueio pupilar reverso é crucial. Além de levantar a íris, o cirurgião pode reduzir temporariamente a altura da garrafa de irrigação para diminuir a pressão de infusão. No entanto, a separação mecânica da íris da cápsula é a solução definitiva e mais rápida. Compreender a dinâmica de fluidos dentro do olho durante a facoemulsificação é essencial para manter a segurança do procedimento e evitar complicações como a ruptura de cápsula posterior por instabilidade da câmara.
Esta síndrome ocorre devido a um bloqueio pupilar reverso, onde o fluxo de irrigação da facoemulsificação empurra a íris contra a cápsula anterior do cristalino em 360 graus. Isso cria uma pressão maior na câmara anterior em relação à câmara posterior, resultando em um aprofundamento súbito e excessivo da câmara anterior, midríase acentuada e desconforto para o paciente (se sob anestesia local).
A conduta correta é levantar suavemente a borda da íris com um segundo instrumento (como um gancho de Sinskey ou a própria ponta do chopper). Essa manobra rompe o contato de 360 graus entre a íris e a cápsula anterior, permitindo que o fluido passe para a câmara posterior, equalizando as pressões e fazendo com que o diafragma iridocristaliniano retorne à sua posição normal.
É mais frequentemente observada em pacientes míopes altos (olhos longos), pacientes vitrectomizados ou naqueles com flacidez zonular. Nestes casos, o suporte anatômico do diafragma é menor, facilitando o deslocamento posterior sob a pressão da irrigação.
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