Síndrome da Ressecção Anterior Baixa (LARS): Manejo e Evolução

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Pode-se afirmar, em relação a síndrome da ressecção anterior baixa do reto (LARS Syndrome), que:

Alternativas

  1. A) A maioria dos sintomas melhora após 1 ano do procedimento cirúrgico.
  2. B) Sua ocorrência independe da altura da anastomose.
  3. C) É causada exclusivamente por perda da sensibilidade retal.
  4. D) A presença de diarreia crônica/recorrente afasta o diagnóstico.

Pérola Clínica

LARS Syndrome → Disfunção intestinal pós-proctectomia; melhora funcional esperada após 12-24 meses.

Resumo-Chave

A LARS é uma síndrome multifatorial que afeta a função intestinal após ressecções retais, caracterizada por melhora gradual dos sintomas ao longo do primeiro ano.

Contexto Educacional

A fisiopatologia da LARS é complexa e envolve a perda do reservatório retal (redução da 'neorrectum capacity'), disfunção da motilidade colônica e lesão dos nervos pélvicos. O diagnóstico é clínico, frequentemente utilizando o 'LARS Score'. O tratamento é escalonado, iniciando com modificações dietéticas e medicamentos (loperamida), progredindo para biofeedback, irrigação transanal e, em casos refratários, neuromodulação sacral.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a LARS Syndrome?

A LARS (Low Anterior Resection Syndrome) caracteriza-se por uma constelação de sintomas após cirurgia de reto, incluindo urgência fecal, fragmentação das fezes (várias evacuações em curto período), incontinência e aumento da frequência evacuatória, impactando severamente a qualidade de vida.

Quais os principais fatores de risco para LARS?

A altura da anastomose é crucial: quanto mais baixa (próxima ao aparelho esfincteriano), maior o risco. Outros fatores incluem a realização de radioterapia pré-operatória, uso de estomia de derivação temporária e a técnica cirúrgica (lesão de nervos autonômicos).

Como é a evolução natural dos sintomas da LARS?

A maioria dos pacientes apresenta sintomas intensos logo após o fechamento do estoma ou no pós-operatório imediato. No entanto, ocorre uma adaptação funcional e melhora significativa da maioria dos sintomas após 12 a 24 meses do procedimento cirúrgico.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo