UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Pode-se afirmar, em relação a síndrome da ressecção anterior baixa do reto (LARS Syndrome), que:
LARS Syndrome → Disfunção intestinal pós-proctectomia; melhora funcional esperada após 12-24 meses.
A LARS é uma síndrome multifatorial que afeta a função intestinal após ressecções retais, caracterizada por melhora gradual dos sintomas ao longo do primeiro ano.
A fisiopatologia da LARS é complexa e envolve a perda do reservatório retal (redução da 'neorrectum capacity'), disfunção da motilidade colônica e lesão dos nervos pélvicos. O diagnóstico é clínico, frequentemente utilizando o 'LARS Score'. O tratamento é escalonado, iniciando com modificações dietéticas e medicamentos (loperamida), progredindo para biofeedback, irrigação transanal e, em casos refratários, neuromodulação sacral.
A LARS (Low Anterior Resection Syndrome) caracteriza-se por uma constelação de sintomas após cirurgia de reto, incluindo urgência fecal, fragmentação das fezes (várias evacuações em curto período), incontinência e aumento da frequência evacuatória, impactando severamente a qualidade de vida.
A altura da anastomose é crucial: quanto mais baixa (próxima ao aparelho esfincteriano), maior o risco. Outros fatores incluem a realização de radioterapia pré-operatória, uso de estomia de derivação temporária e a técnica cirúrgica (lesão de nervos autonômicos).
A maioria dos pacientes apresenta sintomas intensos logo após o fechamento do estoma ou no pós-operatório imediato. No entanto, ocorre uma adaptação funcional e melhora significativa da maioria dos sintomas após 12 a 24 meses do procedimento cirúrgico.
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