SRIS: Critérios Diagnósticos e Reconhecimento Precoce

UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015

Enunciado

Para a confirmação de SRIS, é necessária a presença de dois critérios. Assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Taquicardia e leucocitose.
  2. B) Taquicardia e Taquidispneia.
  3. C) Taquicardia e leucopenia.
  4. D) Hipertermia e leucocitose.
  5. E) Bradicardia e leucopenia.

Pérola Clínica

SRIS = ≥ 2 critérios: T° >38°C ou <36°C; FC >90 bpm; FR >20 irpm ou PaCO2 <32 mmHg; Leucócitos >12.000 ou <4.000 ou >10% bastões.

Resumo-Chave

A Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SRIS) é definida pela presença de dois ou mais dos seguintes critérios: temperatura corporal anormal (febre ou hipotermia), taquicardia, taquipneia e alteração na contagem de leucócitos (leucocitose, leucopenia ou desvio à esquerda). A hipertermia e a leucocitose são dois desses critérios e, quando presentes juntos, confirmam a SRIS.

Contexto Educacional

A Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SRIS) é uma condição clínica caracterizada por uma resposta inflamatória generalizada do corpo a uma variedade de insultos graves, que podem ser infecciosos (levando à sepse) ou não infecciosos (como trauma, queimaduras, pancreatite aguda, cirurgia de grande porte). A compreensão da SRIS é fundamental na medicina de emergência e terapia intensiva, pois ela representa um espectro de gravidade que pode evoluir para disfunção orgânica e morte se não for prontamente reconhecida e tratada. Os critérios diagnósticos para SRIS são bem estabelecidos e exigem a presença de dois ou mais dos seguintes: temperatura corporal >38°C (hipertermia) ou <36°C (hipotermia); frequência cardíaca >90 batimentos por minuto (taquicardia); frequência respiratória >20 incursões por minuto (taquipneia) ou PaCO2 <32 mmHg; e contagem de leucócitos >12.000/mm³ (leucocitose) ou <4.000/mm³ (leucopenia) ou a presença de mais de 10% de formas jovens (bastões). A presença desses critérios indica uma ativação inflamatória sistêmica que necessita de investigação da causa subjacente. O manejo da SRIS envolve a identificação e tratamento da causa desencadeante, suporte hemodinâmico, otimização da oxigenação e monitorização contínua. Se a SRIS for causada por uma infecção, ela é classificada como sepse, e o tratamento com antibióticos de amplo espectro deve ser iniciado o mais rápido possível após a coleta de culturas. O reconhecimento precoce da SRIS é um passo crítico para prevenir a progressão para sepse grave, choque séptico e falência de múltiplos órgãos, melhorando significativamente os desfechos dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os quatro critérios principais para o diagnóstico de SRIS?

Os quatro critérios são: temperatura >38°C ou <36°C; frequência cardíaca >90 bpm; frequência respiratória >20 irpm ou PaCO2 <32 mmHg; e contagem de leucócitos >12.000/mm³ ou <4.000/mm³ ou >10% de bastões.

Qual a diferença entre SRIS e Sepse?

SRIS é uma resposta inflamatória sistêmica a diversas agressões (infecção, trauma, queimadura, pancreatite). Sepse é a SRIS causada por uma infecção suspeita ou confirmada.

Por que é importante reconhecer a SRIS precocemente?

O reconhecimento precoce da SRIS é crucial para identificar pacientes em risco de desenvolver sepse, choque séptico e falência de múltiplos órgãos, permitindo intervenções rápidas e melhorando o prognóstico.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo