UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
Paciente 60 anos, hipertenso, com quadro gripal há 4 dias, apresentando tosse seca e febre que não melhoram com uso de dipirona e paracetamol, procura o atendimento médico em unidade referência para síndromes gripais. Está consciente e orientado, com SpO₂ 92% em ar ambiente, frequência respiratória 28 irpm, sem queixa de dispneia. PA 120x80 mmHg, FC 80 bpm, enchimento capilar normal. Gasometria arterial mostrando pO₂ 70 mmHg, pCO₂ 32 e Lactato 1,9; e com suspeita de Covid-19.Sendo dessa forma, o paciente apresenta
SRAG = infecção respiratória aguda + SpO₂ < 95% (ar ambiente) OU FR > 24 irpm OU desconforto respiratório.
A SRAG é definida por critérios clínicos e laboratoriais que indicam gravidade de uma infecção respiratória aguda, como a saturação de oxigênio abaixo de 95% em ar ambiente ou frequência respiratória elevada, mesmo sem queixa de dispneia. É crucial para triagem e manejo inicial.
A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é uma condição clínica de grande relevância, especialmente no contexto de pandemias de doenças respiratórias como a COVID-19. Sua definição é fundamental para a triagem, estratificação de risco e manejo adequado dos pacientes. Epidemiologicamente, a SRAG é uma das principais causas de internação hospitalar e mortalidade em infecções respiratórias agudas. A fisiopatologia da SRAG envolve uma resposta inflamatória exacerbada do hospedeiro à infecção, levando a danos pulmonares e comprometimento da troca gasosa. O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos e laboratoriais, como a presença de febre, tosse, dispneia, e sinais de gravidade como SpO₂ < 95% em ar ambiente ou frequência respiratória > 24 irpm. A suspeita deve ser alta em pacientes com sintomas respiratórios e fatores de risco. O tratamento da SRAG é primariamente de suporte, incluindo oxigenoterapia para manter a saturação alvo, monitorização contínua, e manejo de complicações. Em casos graves, pode ser necessário suporte ventilatório invasivo ou não invasivo. O prognóstico depende da causa subjacente, comorbidades do paciente e rapidez na instituição do tratamento. A atenção aos sinais de piora clínica é vital para evitar desfechos desfavoráveis.
Os principais critérios para SRAG incluem febre, tosse, dispneia, e pelo menos um dos seguintes: SpO₂ < 95% em ar ambiente, frequência respiratória > 24 irpm, ou sinais de desconforto respiratório.
A identificação precoce da SRAG é crucial para iniciar o manejo adequado, como suporte de oxigênio, monitorização intensiva e, se necessário, encaminhamento para UTI, visando reduzir a morbimortalidade.
A gasometria arterial permite avaliar a gravidade da hipoxemia (pO₂ baixa) e identificar distúrbios acidobásicos, auxiliando na decisão de suporte ventilatório e na monitorização da resposta ao tratamento.
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