UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023
ASSINALE A VARIÁVEL E O VALOR QUE CARACTERIZAM A SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE:
SRAG = Relação PaO₂/FiO₂ < 300 mmHg (critério de Berlim para lesão pulmonar).
A relação PaO₂/FiO₂ (Índice de Horowitz) é um dos principais critérios para definir a gravidade da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme os Critérios de Berlim. Um valor abaixo de 300 mmHg indica hipoxemia e lesão pulmonar aguda, sendo um marcador prognóstico e de gravidade.
A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é uma condição clínica séria caracterizada por inflamação pulmonar difusa, aumento da permeabilidade capilar e edema pulmonar não cardiogênico, resultando em hipoxemia refratária. Sua etiologia é variada, incluindo sepse, pneumonia grave, aspiração e trauma, sendo uma das principais causas de internação em unidades de terapia intensiva e de alta mortalidade. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são cruciais para o prognóstico do paciente. Os Critérios de Berlim, estabelecidos em 2012, são a base para o diagnóstico e classificação da SRAG. Eles incluem o início agudo (em até 7 dias), infiltrados bilaterais na imagem torácica, exclusão de insuficiência cardíaca como causa principal e, fundamentalmente, a hipoxemia avaliada pela relação PaO₂/FiO₂ (Índice de Horowitz). Este índice reflete a eficiência da troca gasosa pulmonar, sendo um marcador sensível da gravidade da lesão pulmonar. Para o residente, é essencial dominar a interpretação da relação PaO₂/FiO₂. Valores abaixo de 300 mmHg indicam SRAG, com a gravidade aumentando progressivamente à medida que o valor diminui. A compreensão desses critérios permite não apenas o diagnóstico correto, mas também a tomada de decisões terapêuticas, como a necessidade de ventilação mecânica e estratégias protetoras pulmonares, otimizando o manejo de pacientes críticos.
Os Critérios de Berlim definem SRAG pela presença de início agudo, infiltrados bilaterais na radiografia de tórax, ausência de insuficiência cardíaca e hipoxemia, caracterizada pela relação PaO₂/FiO₂ < 300 mmHg.
A relação PaO₂/FiO₂ é usada para classificar a SRAG em leve (200-300 mmHg), moderada (100-200 mmHg) e grave (< 100 mmHg), auxiliando na estratificação de risco e decisões terapêuticas.
Embora a PaCO₂ elevada (hipercapnia) possa ocorrer na insuficiência respiratória, ela não é um critério diagnóstico primário para SRAG, que se foca principalmente na hipoxemia e na lesão pulmonar aguda.
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