INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2013
Mulher com 68 anos de idade foi trazida à Emergência por apresentar quadro de febre de até 39°C, mialgias, cefaleia, tosse seca, dispneia e piora do estado geral há três dias, com piora nas últimas seis horas. Ao exame encontra-se acordada, orientada, com frequência respiratória = 30 irpm, pressão arterial = 100x60 mmHg, frequência cardíaca = 115 bpm, oximetria digital = 86%, em ar ambiente. Sem outras alterações ao exame físico. A radiografia de tórax mostra infiltrado intersticial bilateral. A paciente foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva, em quarto privativo, e foi iniciada reposição volêmica. Qual a conduta inicial indicada para esta paciente?
SRAG ou risco elevado → Oseltamivir imediato + PCR viral, independente do tempo de sintomas.
Em casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a conduta imediata inclui suporte ventilatório, coleta de material para diagnóstico viral e início precoce de Oseltamivir.
O manejo da SRAG exige rapidez e adesão aos protocolos de vigilância epidemiológica. A Influenza H1N1 continua sendo uma causa importante de pneumonia viral grave com infiltrado intersticial bilateral. A estabilização hemodinâmica e ventilatória deve ocorrer simultaneamente à investigação diagnóstica e ao tratamento empírico com antivirais, visando reduzir a progressão para ventilação mecânica invasiva e óbito.
A SRAG é definida clinicamente por um indivíduo com síndrome gripal (febre, tosse ou dor de garganta) que apresenta dispneia, desconforto respiratório, pressão persistente no tórax, saturação de oxigênio menor que 95% em ar ambiente ou coloração azulada de lábios/rosto. No caso da paciente, a frequência respiratória de 30 irpm e saturação de 86% confirmam a gravidade e a necessidade de intervenção imediata em ambiente de terapia intensiva.
O Oseltamivir está indicado para todos os pacientes com SRAG ou para pacientes com síndrome gripal que pertençam a grupos de risco para complicações (idosos, crianças <5 anos, gestantes, obesos, imunossuprimidos). O tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras 48 horas, mas em casos graves como o apresentado, deve ser iniciado mesmo após esse período, pois ainda há benefício na redução da replicação viral e mortalidade.
A prioridade diagnóstica é a identificação do agente etiológico através da coleta de secreção respiratória (swab de nasofaringe e orofaringe) para a realização de RT-PCR para vírus respiratórios (Influenza, SARS-CoV-2, entre outros). Além disso, em pacientes graves, devem ser colhidas hemoculturas e culturas de secreção respiratória para afastar coinfecções bacterianas, além de exames gerais como gasometria arterial e marcadores inflamatórios.
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