Manejo da Influenza Grave e SRAG: Protocolo de Tratamento

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2026

Enunciado

Mulher de 28 anos, previamente hígida, apresenta febre, tosse seca, dispneia progressiva e infiltrado intersticial difuso bilateral na radiografia de tórax. A gasometria mostra hipoxemia grave. O exame rápido para vírus respiratórios é positivo para influenza A. Qual é a conduta inicial mais adequada?

Alternativas

  1. A) Uso de antibiótico de amplo espectro isoladamente.
  2. B) Administração de corticoide sistêmico de rotina.
  3. C) Observação domiciliar com hidratação oral e antitérmico.
  4. D) Internação em unidade de terapia intensiva e início de oseltamivir.

Pérola Clínica

SRAG (Gripe + Dispneia/Hipoxemia) → Internação + Oseltamivir imediato (mesmo > 48h).

Resumo-Chave

Pacientes com Influenza e sinais de gravidade (hipoxemia, infiltrado difuso) configuram SRAG, exigindo suporte intensivo e terapia antiviral precoce para reduzir mortalidade.

Contexto Educacional

A Influenza A pode evoluir rapidamente para pneumonia viral primária e SDRA. O infiltrado intersticial bilateral e a hipoxemia grave no enunciado indicam falência respiratória iminente. O manejo inicial foca na estabilização hemodinâmica e ventilatória, além do bloqueio da replicação viral com oseltamivir.

Perguntas Frequentes

Quais os critérios para definir Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)?

A SRAG é definida clinicamente por um indivíduo com síndrome gripal (febre, tosse ou dor de garganta) que apresenta também dispneia, desconforto respiratório, pressão persistente no tórax, saturação de oxigênio inferior a 95% em ar ambiente ou cianose. Na presença desses sinais de alerta, a investigação etiológica e o tratamento hospitalar são mandatórios.

Qual a dose e duração do tratamento com Oseltamivir?

Para adultos, a dose padrão de oseltamivir é de 75 mg, por via oral, de 12 em 12 horas, durante 5 dias. Em casos de pacientes graves em UTI ou imunossuprimidos, o tratamento pode ser estendido conforme a evolução clínica. É fundamental iniciar o tratamento preferencialmente nas primeiras 48 horas, mas em casos de SRAG, o benefício é mantido mesmo se iniciado tardiamente.

O uso de corticoides é recomendado na pneumonia por Influenza?

O uso rotineiro de corticosteroides sistêmicos não é recomendado para o tratamento da Influenza, pois pode estar associado ao aumento da replicação viral e maior risco de infecções secundárias. O corticoide deve ser reservado para indicações específicas, como choque séptico refratário ou exacerbação de asma/DPOC concomitante.

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