SRAG: Critérios de Definição do Ministério da Saúde para Vigilância

ENARE/ENAMED — Prova 2025

Enunciado

De acordo com parâmetros do Ministério da Saúde, a definição utilizada na vigilância da influenza e da covid-19 para determinar casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é:

Alternativas

  1. A) indivíduo com febre, mesmo que referida, acompanhada de tosse ou dor de garganta e com início dos sintomas nos últimos sete dias;
  2. B) indivíduo com quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas: febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou distúrbios gustativos;
  3. C) em crianças, além da febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou distúrbios gustativos, também obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico específico;
  4. D) em idosos, critérios específicos de agravamento como síncope, confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e inapetência;
  5. E) indivíduo com síndrome gripal que apresenta dispneia/desconforto respiratório, ou pressão persistente no tórax, ou saturação de O₂ ≤94% em ar ambiente ou coloração azulada dos lábios ou rosto. 

Pérola Clínica

SRAG (MS) = Síndrome Gripal + dispneia/desconforto respiratório OU saturação O₂ ≤94% OU cianose.

Resumo-Chave

A definição de SRAG pelo Ministério da Saúde para vigilância de influenza e COVID-19 é crucial para identificar casos graves que necessitam de internação e manejo específico. Ela foca em sinais de gravidade respiratória, como dispneia, desconforto respiratório, baixa saturação de oxigênio ou cianose, distinguindo-a de quadros gripais leves.

Contexto Educacional

A definição de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é um pilar fundamental na vigilância epidemiológica e no manejo clínico de doenças respiratórias como influenza e COVID-19, conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde. Esta definição permite a padronização da identificação de casos que requerem atenção hospitalar e intervenções mais intensivas. A SRAG é caracterizada por um quadro de síndrome gripal (indivíduo com febre, mesmo que referida, acompanhada de tosse ou dor de garganta e com início dos sintomas nos últimos sete dias) que evolui com sinais de gravidade respiratória. Estes sinais incluem dispneia (dificuldade para respirar), desconforto respiratório, pressão persistente no tórax, saturação de oxigênio (O₂) ≤ 94% em ar ambiente, ou coloração azulada dos lábios ou rosto (cianose). É crucial que profissionais de saúde saibam diferenciar a SRAG de casos de síndrome gripal leve, pois a identificação precoce da SRAG permite o encaminhamento e tratamento adequados, reduzindo a morbimortalidade. A vigilância da SRAG é essencial para monitorar a circulação de vírus respiratórios, avaliar a gravidade das epidemias e orientar as políticas de saúde pública e as estratégias de vacinação.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)?

SG é um quadro respiratório agudo com febre e sintomas como tosse ou dor de garganta. SRAG é um agravamento da SG, com dispneia, desconforto respiratório, baixa saturação de O₂ ou cianose.

Por que é importante diferenciar SRAG de outros quadros respiratórios?

A diferenciação é vital para o manejo clínico adequado, pois a SRAG indica a necessidade de internação, suporte ventilatório e tratamento específico, além de ser um critério para vigilância epidemiológica.

Quais são os principais sinais de alerta para SRAG em crianças?

Em crianças, além dos critérios gerais, sinais como batimento de asa de nariz, tiragem intercostal, cianose, desidratação e prostração são indicativos de SRAG.

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