Síndrome de Realimentação: Prevenção e Manejo Essencial

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2024

Enunciado

Considerando-se a Síndrome de Realimentação (SR), marcar C para as afirmativas Corretas, E para as Erradas:(  ) A SR geralmente ocorre nas primeiras 72 horas após o início da dieta enteral ou parenteral, que ocorre após jejum prolongado em pacientes desnutridos ou após processos catabólicos graves.(  ) Em todo paciente com risco de SR, antes do início da dieta, é necessária a prescrição de tiamina intravenosa e dosagem de eletrólitos, com especial atenção ao fósforo, potássio e magnésio.(  ) Dentre os fatores de risco considerados importantes têm-se: índice de massa corporal (IMC) baixo, perda de peso não intencional, baixo ou nenhum aporte calórico por pelo menos 5 dias. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

Alternativas

  1. A) C, E, E.
  2. B) C, C, C.
  3. C) E, C, E.
  4. D) C, C, E.

Pérola Clínica

SR: Ocorre nas primeiras 72h de realimentação em desnutridos. Prevenção = tiamina + correção eletrólitos (P, K, Mg). Fatores de risco: IMC baixo, perda peso, jejum >5d.

Resumo-Chave

A Síndrome de Realimentação é uma complicação grave que ocorre em pacientes desnutridos ao iniciar a nutrição, geralmente nas primeiras 72 horas. Sua prevenção envolve a suplementação de tiamina e a correção de eletrólitos como fósforo, potássio e magnésio antes e durante a realimentação, especialmente em pacientes com fatores de risco como baixo IMC ou jejum prolongado.

Contexto Educacional

A Síndrome de Realimentação (SR) é uma complicação potencialmente fatal que pode ocorrer em pacientes gravemente desnutridos ou em estado catabólico prolongado quando a nutrição (enteral ou parenteral) é reintroduzida de forma agressiva. Caracteriza-se por distúrbios hidroeletrolíticos e metabólicos, sendo a hipofosfatemia, hipocalemia e hipomagnesemia os mais proeminentes. A SR é mais comum nas primeiras 72 horas de realimentação e sua identificação e prevenção são cruciais na prática clínica. A fisiopatologia da SR envolve a mudança do metabolismo de gorduras para carboidratos com o início da realimentação. Isso leva a um aumento na secreção de insulina, que estimula a captação celular de glicose, fósforo, potássio e magnésio, resultando em quedas abruptas dos níveis séricos desses eletrólitos. A deficiência de tiamina, comum em desnutridos, é exacerbada pelo metabolismo de carboidratos, podendo levar à encefalopatia de Wernicke. Fatores de risco incluem IMC baixo, perda de peso não intencional, baixo ou nenhum aporte calórico por mais de 5 dias, e condições como alcoolismo, anorexia nervosa ou quimioterapia. A prevenção é a chave para o manejo da SR. Em pacientes de risco, é fundamental corrigir os níveis de fósforo, potássio e magnésio antes do início da dieta e administrar tiamina intravenosa. A realimentação deve ser iniciada com cautela, com um aporte calórico baixo (ex: 10-15 kcal/kg/dia) e progressão lenta, monitorando rigorosamente os eletrólitos e a função cardíaca. O tratamento da SR estabelecida envolve a reposição agressiva dos eletrólitos deficientes e suporte das funções orgânicas comprometidas.

Perguntas Frequentes

O que é a Síndrome de Realimentação e quando ela ocorre?

A Síndrome de Realimentação é um conjunto de distúrbios metabólicos e eletrolíticos que ocorrem quando a nutrição é reintroduzida rapidamente em pacientes gravemente desnutridos. Geralmente manifesta-se nas primeiras 72 horas após o início da dieta enteral ou parenteral.

Quais são os principais distúrbios eletrolíticos associados à Síndrome de Realimentação?

Os distúrbios mais importantes são a hipofosfatemia, hipocalemia e hipomagnesemia. Eles ocorrem devido ao deslocamento intracelular desses íons com o aumento do metabolismo de carboidratos e a síntese de novas células.

Como prevenir a Síndrome de Realimentação em pacientes de risco?

A prevenção envolve a identificação dos pacientes de risco, a correção prévia dos níveis de fósforo, potássio e magnésio, e a suplementação de tiamina intravenosa antes do início da dieta. A realimentação deve ser iniciada de forma lenta e progressiva.

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