PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
Indígena de dois anos, internado há 15 dias por desnutrição proteico-calórica (marasmo) associada a erro alimentar grave, iniciou terapia de renutrição há três dias. Neste caso, deve ser monitorado, principalmente, o nível sérico de:
Desnutrição grave + início renutrição → Monitorar fósforo sérico (risco de hipofosfatemia grave).
A síndrome de realimentação é uma complicação potencialmente fatal da reposição nutricional em pacientes desnutridos, caracterizada por distúrbios eletrolíticos graves, principalmente hipofosfatemia. A monitorização rigorosa do fósforo sérico é essencial para prevenir complicações cardíacas, respiratórias e neurológicas.
A síndrome de realimentação é uma complicação grave e potencialmente fatal que pode ocorrer em pacientes gravemente desnutridos ao iniciar a terapia de renutrição. Essa condição é desencadeada por uma mudança abrupta do metabolismo de gorduras para carboidratos, estimulando a secreção de insulina. A insulina, por sua vez, promove a captação intracelular de glicose, potássio, magnésio e, criticamente, fósforo, levando a uma rápida depleção dos níveis séricos desses eletrólitos. Pacientes com desnutrição proteico-calórica grave, como marasmo ou kwashiorkor, são particularmente suscetíveis. A fisiopatologia central da síndrome de realimentação reside na hipofosfatemia. O fósforo é um componente essencial do ATP, 2,3-difosfoglicerato (2,3-DPG) e fosfolipídios de membrana. A sua depleção rápida afeta a função celular em múltiplos sistemas, resultando em disfunção cardíaca (arritmias, insuficiência cardíaca), respiratória (fraqueza diafragmática), neurológica (convulsões, coma) e muscular (fraqueza generalizada). A monitorização do fósforo sérico é, portanto, primordial, mas também devem ser monitorados potássio e magnésio. O manejo da síndrome de realimentação envolve a identificação de pacientes de risco, a introdução gradual da nutrição (iniciando com baixas calorias e aumentando progressivamente), e a monitorização e reposição agressiva de eletrólitos, especialmente fósforo, antes e durante as primeiras semanas de realimentação. A prevenção é a chave, com a administração profilática de tiamina e eletrólitos em pacientes de alto risco. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são cruciais para evitar as complicações graves e potencialmente fatais associadas a esta síndrome.
A síndrome de realimentação é uma complicação metabólica potencialmente fatal que ocorre quando a alimentação (oral, enteral ou parenteral) é iniciada em pacientes gravemente desnutridos. Ela é desencadeada por mudanças abruptas no metabolismo de carboidratos, levando a distúrbios eletrolíticos e de fluidos.
O fósforo é crucial porque, durante a realimentação, a glicose estimula a secreção de insulina, que promove a captação intracelular de glicose, potássio, magnésio e, principalmente, fósforo. Isso pode levar a uma hipofosfatemia grave, causando disfunção cardíaca, respiratória, neurológica e muscular.
As manifestações clínicas da hipofosfatemia grave incluem arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca congestiva, fraqueza muscular (incluindo músculos respiratórios, levando à insuficiência respiratória), convulsões, coma e hemólise.
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