Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2023
O principal e mais grave distúrbio metabólico na síndrome da realimentação está relacionada ao
Síndrome da realimentação → hipofosfatemia grave é o distúrbio metabólico mais crítico.
A hipofosfatemia é o distúrbio eletrolítico mais grave e característico da síndrome da realimentação, podendo levar a arritmias cardíacas, insuficiência respiratória e rabdomiólise. Ocorre devido ao aumento da demanda celular por fosfato para a síntese de ATP e outros compostos fosforilados durante a realimentação.
A síndrome da realimentação é uma condição potencialmente fatal que pode ocorrer em pacientes desnutridos ou em jejum prolongado que recebem suporte nutricional. É caracterizada por distúrbios eletrolíticos e metabólicos graves, sendo a hipofosfatemia o mais crítico, mas também envolvendo hipocalemia, hipomagnesemia e deficiência de tiamina. Sua importância clínica reside na alta morbimortalidade se não for reconhecida e manejada adequadamente. A fisiopatologia central envolve a mudança do metabolismo de gordura para carboidratos com a realimentação, o que estimula a secreção de insulina. Isso leva à captação celular de glicose, potássio, magnésio e, crucialmente, fosfato para a síntese de ATP e outros intermediários metabólicos. O diagnóstico é clínico, baseado na história de desnutrição e início da realimentação, e confirmado por exames laboratoriais. O tratamento e a prevenção incluem a realimentação lenta e progressiva, com monitoramento intensivo dos eletrólitos e suplementação agressiva de fósforo, potássio, magnésio e tiamina antes e durante a realimentação. A identificação precoce de pacientes de risco e a implementação de protocolos de realimentação são fundamentais para evitar complicações graves como arritmias, insuficiência cardíaca e respiratória.
Os sinais e sintomas incluem fraqueza muscular, arritmias cardíacas, edema, confusão mental e insuficiência respiratória, refletindo os distúrbios eletrolíticos graves como hipofosfatemia, hipocalemia e hipomagnesemia.
A prevenção envolve a realimentação lenta e gradual, especialmente em pacientes de risco, com monitoramento rigoroso dos eletrólitos (fósforo, potássio, magnésio) e suplementação profilática de tiamina e outros micronutrientes.
A hipofosfatemia é grave porque o fósforo é essencial para a produção de ATP, função muscular e respiratória, e integridade da membrana celular. Sua deficiência aguda pode levar a disfunção orgânica generalizada e morte.
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