CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2013
Sobre a síndrome do pseudotumor cerebral, podemos afirmar que:
Papiledema + Acuidade visual preservada (inicial) + ↑ Pressão liquor = Pseudotumor.
Na hipertensão intracraniana idiopática, a acuidade visual central costuma ser poupada nas fases iniciais, enquanto o campo visual mostra aumento da mancha cega.
A Síndrome do Pseudotumor Cerebral, ou Hipertensão Intracraniana Idiopática (HII), é definida pelo aumento da pressão intracraniana sem evidência de massas, hidrocefalia ou trombose venosa nos exames de imagem. É mais prevalente em mulheres jovens e obesas. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre a produção e a reabsorção do líquido cefalorraquidiano. O principal risco é a perda visual permanente por atrofia óptica secundária ao papiledema crônico, exigindo monitoramento rigoroso com campimetria e OCT de camada de fibras nervosas.
Nas fases precoces da hipertensão intracraniana idiopática, a acuidade visual central medida pela tabela de Snellen geralmente permanece normal (20/20). O dano às fibras nervosas ocorre inicialmente na periferia ou na camada de fibras nervosas peripapilar, o que não afeta a visão central imediata, mas pode ser detectado via campimetria.
O sexto par craniano (nervo abducente) é o mais frequentemente acometido devido ao seu longo trajeto intracraniano, o que o torna vulnerável a aumentos da pressão intracraniana (falso sinal localizatório). Isso resulta em paresia do músculo reto lateral e diplopia horizontal.
Os defeitos campimétricos mais precoces e comuns são o aumento da mancha cega (devido ao edema de papila) e a constrição generalizada do campo visual, especialmente no setor nasal inferior. Escotomas centrais e cecocentrais são raros e indicam doença avançada ou neuropatia óptica isquêmica associada.
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