Síndrome de Pseudoesfoliação: Diagnóstico e Manejo

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024

Enunciado

Em relação à síndrome de pseudoexfoliação, assinale a alternativa correta

Alternativas

  1. A) A pupila não se dilata bem, provavelmente, devido à infiltração de material fibrilar no estroma da íris.
  2. B) A realização de iridotomia a laser é indicada para reduzir o contato da região posterior da íris com a zônula.
  3. C) É comum a ocorrência de bloqueio pupilar reverso.
  4. D) O defeito de retroiluminação da íris é tipicamente encontrado na média periferia.

Pérola Clínica

Pseudoesfoliação → Midríase pobre por infiltração estromal + Risco de subluxação zonular.

Resumo-Chave

A síndrome de pseudoesfoliação causa rigidez pupilar e fragilidade zonular devido ao depósito de material fibrilar, diferenciando-se da dispersão pigmentar pela localização dos defeitos de transiluminação.

Contexto Educacional

A Síndrome de Pseudoesfoliação (PEX) é uma desordem sistêmica da matriz extracelular caracterizada pelo depósito de material fibrilar esbranquiçado em diversos tecidos oculares. É a causa identificável mais comum de glaucoma de ângulo aberto em todo o mundo. O material deposita-se de forma clássica na cápsula anterior do cristalino, formando um padrão de 'alvo'. A identificação pré-operatória é crucial, pois a fragilidade dos ligamentos zonulares e a rigidez pupilar exigem técnicas cirúrgicas especializadas, como o uso de anéis de expansão capsular e ganchos de íris.

Perguntas Frequentes

Por que a pupila dilata mal na pseudoesfoliação?

A dilatação pupilar precária na síndrome de pseudoesfoliação ocorre devido à infiltração e substituição do estroma da íris e do músculo dilatador por material fibrilar pseudoesfoliativo. Além disso, há isquemia crônica da íris e degeneração muscular, o que torna a pupila rígida e resistente a agentes midriáticos, aumentando a complexidade de cirurgias de catarata nesses pacientes.

Qual a diferença entre pseudoesfoliação e dispersão pigmentar?

Na dispersão pigmentar, os defeitos de retroiluminação da íris são na média periferia e há bloqueio pupilar reverso. Na pseudoesfoliação, os defeitos de retroiluminação ocorrem na margem pupilar (peripupilares), o material esbranquiçado deposita-se na cápsula anterior do cristalino (alvo de tiro) e não há bloqueio reverso, mas sim uma zonulopatia difusa.

Quais os riscos cirúrgicos na síndrome de pseudoesfoliação?

Os principais riscos incluem a fragilidade zonular (zonulopatia), que pode levar à subluxação ou luxação do cristalino durante a facoemulsificação, e a má midríase, que dificulta a visualização. Há também maior incidência de picos pressóricos pós-operatórios e inflamação exacerbada devido à quebra da barreira hematoaquosa.

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