Síndrome de Prune Belly: Diagnóstico e Achados Clínicos

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Uma gestante foi encaminhada para o pré-natal de alto risco após a realização de ultrassonografia morfológica, feita com 22 semanas de idade gestacional, pois o feto apresentou as seguintes alterações: hidronefrose bilateral leve e criptorquidia bilateral. Ao nascimento, o bebê também apresentava flacidez da parede abdominal com redundância de pele. Qual é o provável diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Gastrosquize.
  2. B) Síndrome de Prunne Belly.
  3. C) Síndrome de Potter.
  4. D) Válvula de Uretra Posterior.

Pérola Clínica

Síndrome de Prune Belly = hidronefrose + criptorquidia + flacidez parede abdominal.

Resumo-Chave

A Síndrome de Prune Belly é caracterizada pela tríade clássica de deficiência da musculatura da parede abdominal, criptorquidia bilateral e anomalias do trato urinário, como hidronefrose. A presença dessas três características, identificadas no pré-natal e confirmadas ao nascimento, é diagnóstica para a síndrome.

Contexto Educacional

A Síndrome de Prune Belly, também conhecida como Síndrome da Barriga de Ameixa, é uma condição congênita rara que afeta predominantemente meninos. É caracterizada por uma tríade clássica de achados: deficiência congênita da musculatura da parede abdominal (conferindo à barriga uma aparência enrugada, semelhante a uma ameixa seca), criptorquidia bilateral (testículos não descidos) e anomalias graves do trato urinário, como hidronefrose, megaureteres e bexiga distendida. A condição tem uma incidência de aproximadamente 1 em 35.000 a 50.000 nascimentos. O diagnóstico pode ser suspeitado no pré-natal através de ultrassonografia morfológica, que pode revelar as anomalias do trato urinário, como hidronefrose bilateral e bexiga aumentada. A criptorquidia também pode ser identificada. Ao nascimento, a flacidez da parede abdominal com redundância de pele é um sinal clínico evidente que, em conjunto com os achados ultrassonográficos, confirma o diagnóstico. A fisiopatologia está ligada a uma uropatia obstrutiva precoce que leva à distensão da bexiga e ureteres, o que, por sua vez, pode interferir no desenvolvimento da parede abdominal e na descida testicular. O manejo da Síndrome de Prune Belly é complexo e multidisciplinar, focando na preservação da função renal, prevenção de infecções urinárias e correção das anomalias. Isso pode incluir cirurgias para o trato urinário (como vesicostomia ou ureterostomia), orquidopexia para a criptorquidia e, em alguns casos, cirurgia para a parede abdominal. O prognóstico varia amplamente dependendo da gravidade das anomalias renais, sendo a insuficiência renal a principal causa de morbimortalidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os três achados clássicos da Síndrome de Prune Belly?

A Síndrome de Prune Belly é caracterizada pela tríade de deficiência da musculatura da parede abdominal (resultando em pele enrugada), criptorquidia bilateral e anomalias graves do trato urinário, como hidronefrose e megaureteres.

Como a Síndrome de Prune Belly é diagnosticada no pré-natal?

O diagnóstico pré-natal é frequentemente feito por ultrassonografia, que pode revelar hidronefrose, megaureteres, bexiga distendida e, em alguns casos, a ausência de musculatura abdominal ou criptorquidia.

Quais são as principais complicações da Síndrome de Prune Belly?

As principais complicações incluem insuficiência renal crônica devido às anomalias urinárias, infecções do trato urinário de repetição, problemas respiratórios devido à fraqueza da parede abdominal e problemas de fertilidade relacionados à criptorquidia.

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