FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023
São opções de tratamento da síndrome pré-menstrual, EXCETO:
Tratamento SPM inclui ISRS, diuréticos (espironolactona), AINEs. Betabloqueadores e Pregabalina NÃO são primeira linha.
A Síndrome Pré-Menstrual (SPM) pode ser tratada com diversas abordagens, incluindo inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) para sintomas de humor, espironolactona para inchaço e AINEs para dor. A pregabalina e betabloqueadores não são considerados tratamentos de primeira linha para a SPM.
A Síndrome Pré-Menstrual (SPM) é um conjunto de sintomas físicos, emocionais e comportamentais que ocorrem na fase lútea do ciclo menstrual e desaparecem com o início da menstruação. Afeta até 75% das mulheres em idade reprodutiva, com cerca de 20-40% experimentando sintomas moderados a graves. O reconhecimento da SPM é crucial para melhorar a qualidade de vida das pacientes e orientar o tratamento adequado. A fisiopatologia da SPM não é totalmente compreendida, mas envolve uma interação complexa entre as flutuações hormonais ovarianas (estrogênio e progesterona) e os sistemas de neurotransmissores cerebrais, especialmente a serotonina e o GABA. O diagnóstico é clínico e baseia-se na história dos sintomas e na sua relação temporal com o ciclo menstrual, geralmente exigindo um registro prospectivo dos sintomas por pelo menos dois ciclos para confirmar o padrão. As opções de tratamento para a SPM são variadas e dependem da gravidade dos sintomas. Para sintomas leves a moderados, mudanças no estilo de vida (exercício físico, dieta balanceada, redução de cafeína e sal) e suplementos (cálcio, magnésio, vitamina B6) podem ser úteis. Para sintomas mais graves, as opções farmacológicas incluem: inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) para sintomas de humor e irritabilidade; anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para dor e cólicas; e diuréticos como a espironolactona para o alívio do inchaço e retenção hídrica. Anticoncepcionais orais combinados também podem ser eficazes. É importante notar que betabloqueadores e pregabalina não são considerados tratamentos de primeira linha para a SPM, não havendo evidências robustas para seu uso rotineiro nessa condição.
As principais opções incluem inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) para sintomas de humor, analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para dor e cólicas, e diuréticos como a espironolactona para o alívio do inchaço e retenção hídrica.
A pregabalina é um anticonvulsivante e modulador de neurotransmissores, mas não possui evidências suficientes para ser considerada uma opção de tratamento de primeira linha para a SPM. Seu uso é mais direcionado para dor neuropática, epilepsia e transtorno de ansiedade generalizada.
Betabloqueadores não são considerados uma opção de tratamento primária para a SPM. Embora possam ser usados para sintomas de ansiedade ou palpitações em alguns contextos, não há evidências que suportem seu uso rotineiro para o conjunto de sintomas da SPM.
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