UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
A Síndrome Pré-Menstrual (SPM) consiste em um conjunto de sintomas físicos, psíquicos e comportamentais, que envolvem um complexo mecanismo neuroendócrino. Caracteristicamente, estão presentes, de forma recorrente, apenas na segunda metade do ciclo menstrual e aliviam após a chegada da menstruação. Essa síndrome
SPM = Distúrbios serotoninérgicos → flutuações hormonais afetam neurotransmissores, causando sintomas psíquicos/físicos.
A Síndrome Pré-Menstrual (SPM) é um transtorno complexo onde flutuações hormonais normais do ciclo menstrual interagem com sistemas de neurotransmissores, especialmente o serotoninérgico. Essa interação é considerada a base fisiopatológica para os sintomas físicos e psíquicos que ocorrem na fase lútea e aliviam com a menstruação.
A Síndrome Pré-Menstrual (SPM) é uma condição comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por um conjunto de sintomas físicos, psíquicos e comportamentais que ocorrem de forma recorrente na fase lútea do ciclo menstrual e aliviam ou desaparecem com o início da menstruação. A prevalência é alta, afetando até 80% das mulheres, com uma parcela menor desenvolvendo o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM), uma forma mais grave. A etiologia da SPM é multifatorial e complexa, envolvendo a interação entre as flutuações hormonais ovarianas normais (estrogênio e progesterona) e os sistemas de neurotransmissores cerebrais, principalmente o serotoninérgico. Não se trata de níveis hormonais anormais, mas sim de uma resposta alterada do sistema nervoso central a essas flutuações. A disfunção na regulação da serotonina é considerada um dos mecanismos fisiopatológicos mais prováveis, explicando os sintomas de humor, ansiedade e irritabilidade. O diagnóstico da SPM é clínico, baseado na recorrência dos sintomas e na sua relação temporal com o ciclo menstrual. O tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida (dieta, exercícios, redução de estresse), suplementos nutricionais e, em casos mais graves, terapia farmacológica. Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) são a primeira linha de tratamento para sintomas moderados a graves, devido à sua ação nos distúrbios serotoninérgicos subjacentes.
Os sintomas da SPM são variados e podem incluir irritabilidade, ansiedade, labilidade emocional, depressão, fadiga, dificuldade de concentração, inchaço, sensibilidade mamária, cefaleia e alterações do apetite. Eles ocorrem na fase lútea e desaparecem com o início da menstruação.
Acredita-se que as flutuações hormonais cíclicas (estrogênio e progesterona) afetam a neurotransmissão serotoninérgica no cérebro. Uma disfunção na regulação da serotonina pode levar aos sintomas de humor, ansiedade e outros sintomas neurovegetativos característicos da SPM e do Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM).
O TDPM é uma forma mais grave da SPM, com sintomas psíquicos e comportamentais intensos que causam sofrimento significativo e interferência nas atividades diárias. Enquanto a SPM é mais comum e os sintomas são mais leves, o TDPM atinge uma menor porcentagem de mulheres e exige critérios diagnósticos mais rigorosos.
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