Fisiopatologia da SPM: Entenda o Papel dos Neurotransmissores

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024

Enunciado

A síndrome pré-menstrual (SPM) é um conjunto de mudanças físicas, emocionais e comportamentais recorrentes e cíclicas de intensidade moderada a grave que afeta as mulheres na menacme, com início durante a fase lútea e término durante a menstruação. Com relação à fisiopatologia da síndrome pré-menstrual, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A síndrome manifesta-se também em mulheres ooforectomizadas ou anovuladoras crônicas.
  2. B) As mulheres com síndrome pré-menstrual mais grave apresentam menores níveis de GABA, o que está associado a sintomas como ansiedade, nervosismo e agitação.
  3. C) Há associação entre sintomas depressivos da SPM e a diminuição de pulsos secretores de cortisol na fase lútea.
  4. D) A manifestação dos sintomas da SPM deve-se à queda de níveis de progesterona e de estradiol na segunda fase do ciclo menstrual.
  5. E) A SPM inicia-se na fase proliferativa, com término um pouco antes da menstruação.

Pérola Clínica

SPM grave → ↓ GABA e ↓ Serotonina na fase lútea, associado a ansiedade e depressão.

Resumo-Chave

A fisiopatologia da SPM não se deve a níveis anormais de estrogênio ou progesterona, mas sim a uma resposta anormal do sistema nervoso central às flutuações hormonais cíclicas, afetando neurotransmissores como GABA e serotonina. A diminuição do GABA está ligada a sintomas de ansiedade e agitação.

Contexto Educacional

A Síndrome Pré-Menstrual (SPM) é um transtorno complexo que afeta muitas mulheres em idade reprodutiva. Sua fisiopatologia não é totalmente compreendida, mas sabe-se que não se trata de um desequilíbrio hormonal direto (excesso ou deficiência de estrogênio ou progesterona). Em vez disso, a teoria mais aceita sugere uma resposta anormal do sistema nervoso central às flutuações cíclicas normais dos hormônios ovarianos (estrogênio e progesterona) durante a fase lútea do ciclo menstrual. Essas flutuações hormonais afetam a atividade de diversos neurotransmissores cerebrais, como a serotonina e o ácido gama-aminobutírico (GABA). A serotonina está ligada ao humor, sono e apetite, e sua disfunção na fase lútea é associada a sintomas depressivos e irritabilidade. O GABA é o principal neurotransmissor inibitório do cérebro; níveis reduzidos de GABA ou uma resposta alterada a ele na fase lútea podem levar a sintomas de ansiedade, nervosismo e agitação, como descrito na alternativa correta. É crucial entender que a SPM só ocorre em ciclos ovulatórios, o que explica por que mulheres ooforectomizadas ou anovulatórias crônicas não manifestam a síndrome. O tratamento geralmente envolve a terapia de reposição hormonal (TRH) para modular a resposta a essas flutuações, muitas vezes com inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) ou outras abordagens que influenciam a neurotransmissão.

Perguntas Frequentes

Qual o papel dos hormônios ovarianos na fisiopatologia da SPM?

Não são os níveis absolutos de estrogênio e progesterona que causam a SPM, mas sim as flutuações cíclicas desses hormônios na fase lútea, que afetam a sensibilidade dos receptores cerebrais a neurotransmissores.

Como os neurotransmissores estão envolvidos nos sintomas da SPM?

Alterações na atividade de neurotransmissores como serotonina (associada ao humor e apetite) e GABA (neurotransmissor inibitório, associado à ansiedade) são centrais. Níveis reduzidos de GABA na fase lútea podem exacerbar ansiedade e irritabilidade.

Por que a SPM não ocorre em mulheres ooforectomizadas ou anovulatórias?

A SPM depende das flutuações hormonais cíclicas que ocorrem em ciclos ovulatórios. Mulheres sem ovários ou que não ovulam não experimentam essas flutuações, e, portanto, não manifestam os sintomas da SPM.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo