HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024
A síndrome pré-menstrual (SPM) é um conjunto de mudanças físicas, emocionais e comportamentais recorrentes e cíclicas de intensidade moderada a grave que afeta as mulheres na menacme, com início durante a fase lútea e término durante a menstruação. Com relação à fisiopatologia da síndrome pré-menstrual, assinale a alternativa correta.
SPM grave → ↓ GABA e ↓ Serotonina na fase lútea, associado a ansiedade e depressão.
A fisiopatologia da SPM não se deve a níveis anormais de estrogênio ou progesterona, mas sim a uma resposta anormal do sistema nervoso central às flutuações hormonais cíclicas, afetando neurotransmissores como GABA e serotonina. A diminuição do GABA está ligada a sintomas de ansiedade e agitação.
A Síndrome Pré-Menstrual (SPM) é um transtorno complexo que afeta muitas mulheres em idade reprodutiva. Sua fisiopatologia não é totalmente compreendida, mas sabe-se que não se trata de um desequilíbrio hormonal direto (excesso ou deficiência de estrogênio ou progesterona). Em vez disso, a teoria mais aceita sugere uma resposta anormal do sistema nervoso central às flutuações cíclicas normais dos hormônios ovarianos (estrogênio e progesterona) durante a fase lútea do ciclo menstrual. Essas flutuações hormonais afetam a atividade de diversos neurotransmissores cerebrais, como a serotonina e o ácido gama-aminobutírico (GABA). A serotonina está ligada ao humor, sono e apetite, e sua disfunção na fase lútea é associada a sintomas depressivos e irritabilidade. O GABA é o principal neurotransmissor inibitório do cérebro; níveis reduzidos de GABA ou uma resposta alterada a ele na fase lútea podem levar a sintomas de ansiedade, nervosismo e agitação, como descrito na alternativa correta. É crucial entender que a SPM só ocorre em ciclos ovulatórios, o que explica por que mulheres ooforectomizadas ou anovulatórias crônicas não manifestam a síndrome. O tratamento geralmente envolve a terapia de reposição hormonal (TRH) para modular a resposta a essas flutuações, muitas vezes com inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) ou outras abordagens que influenciam a neurotransmissão.
Não são os níveis absolutos de estrogênio e progesterona que causam a SPM, mas sim as flutuações cíclicas desses hormônios na fase lútea, que afetam a sensibilidade dos receptores cerebrais a neurotransmissores.
Alterações na atividade de neurotransmissores como serotonina (associada ao humor e apetite) e GABA (neurotransmissor inibitório, associado à ansiedade) são centrais. Níveis reduzidos de GABA na fase lútea podem exacerbar ansiedade e irritabilidade.
A SPM depende das flutuações hormonais cíclicas que ocorrem em ciclos ovulatórios. Mulheres sem ovários ou que não ovulam não experimentam essas flutuações, e, portanto, não manifestam os sintomas da SPM.
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