FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022
A prevalência da síndrome pré-menstrual (SPM) na população feminina pode chegar a 80% das mulheres em idade reprodutiva. Ela ocorre em qual fase do ciclo menstrual?
SPM ocorre na fase lútea do ciclo menstrual, associada a flutuações hormonais pós-ovulação.
A Síndrome Pré-Menstrual (SPM) manifesta-se na fase lútea (pós-ovulatória) do ciclo menstrual, quando há alterações nos níveis de estrogênio e progesterona, que influenciam neurotransmissores cerebrais, como a serotonina, levando aos sintomas característicos.
A Síndrome Pré-Menstrual (SPM) é uma condição comum que afeta até 80% das mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por sintomas físicos e emocionais que ocorrem ciclicamente. Sua compreensão é fundamental na prática ginecológica, pois impacta significativamente a qualidade de vida das pacientes e exige uma abordagem diagnóstica e terapêutica adequada. A fisiopatologia da SPM está intrinsecamente ligada às flutuações hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual, especificamente na fase lútea. Após a ovulação, os níveis de estrogênio e progesterona aumentam e, posteriormente, caem, influenciando a neurotransmissão cerebral, especialmente a serotonina. Essa interação hormonal e neuroquímica é a base para o desenvolvimento dos sintomas como irritabilidade, ansiedade, mastalgia e inchaço. O tratamento da SPM varia conforme a gravidade dos sintomas, podendo incluir mudanças no estilo de vida (dieta, exercícios), suplementos (cálcio, magnésio), e farmacoterapia. Para casos mais graves, como o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM), inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) são a primeira linha de tratamento, visando modular a resposta cerebral às flutuações hormonais.
Os sintomas da SPM são variados e podem incluir irritabilidade, ansiedade, labilidade emocional, inchaço, mastalgia, cefaleia e fadiga, manifestando-se de forma cíclica.
A SPM ocorre na fase lútea devido às flutuações hormonais (estrogênio e progesterona) após a ovulação, que afetam neurotransmissores como a serotonina, influenciando o humor e o bem-estar.
O TDPM é uma forma mais grave da SPM, com sintomas emocionais e comportamentais intensos que causam prejuízo significativo na vida da mulher, exigindo critérios diagnósticos específicos do DSM-5.
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