Síndrome de Potter: Agenesia Renal e Hipoplasia Pulmonar Fetal

Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2021

Enunciado

Gestante em acompanhamento pré-natal comparece a consulta de rotina com ultrassom evidenciando gestação de 24 semanas com oligodramnio absoluto e feto com agenesia renal bilateral. Pensando ser Síndrome de Potter, o obstetra orienta a gestante que o feto provavelmente terá

Alternativas

  1. A) hipoplasia pulmonar.
  2. B) malformação neurológica.
  3. C) atresia de esôfago.
  4. D) hérnia de diafragma.

Pérola Clínica

Síndrome de Potter (agenesia renal bilateral + oligodramnio) → Hipoplasia pulmonar fetal devido à compressão torácica e ausência de líquido amniótico.

Resumo-Chave

A Síndrome de Potter é caracterizada por agenesia renal bilateral e oligodramnio severo, levando à hipoplasia pulmonar fetal. A ausência de líquido amniótico impede o desenvolvimento pulmonar adequado e causa compressão torácica, resultando em insuficiência respiratória grave ao nascimento.

Contexto Educacional

A Síndrome de Potter, ou Sequência de Potter, é uma condição fetal grave caracterizada por uma série de anomalias resultantes de oligodramnio severo e prolongado. A causa mais comum é a agenesia renal bilateral, que impede a produção de urina fetal, principal componente do líquido amniótico após o primeiro trimestre. A epidemiologia é rara, mas sua identificação precoce é crucial para o aconselhamento parental. A fisiopatologia central envolve a ausência de líquido amniótico, que é vital para o desenvolvimento pulmonar fetal. O líquido amniótico atua como um "espaçador" para o crescimento dos pulmões e é essencial para a distensão alveolar. Sem ele, os pulmões não se desenvolvem adequadamente, resultando em hipoplasia pulmonar. Além disso, a compressão fetal pelo útero devido à falta de líquido contribui para as características faciais típicas (fácies de Potter) e deformidades esqueléticas. O diagnóstico é feito por ultrassonografia pré-natal, que revela oligodramnio absoluto e ausência de rins/bexiga. O tratamento é paliativo, pois a Síndrome de Potter é incompatível com a vida extrauterina devido à insuficiência respiratória e renal. O prognóstico é sombrio, com a maioria dos fetos morrendo intraútero ou logo após o nascimento. O manejo foca no suporte e no aconselhamento familiar, preparando os pais para o desfecho.

Perguntas Frequentes

Qual a causa principal da hipoplasia pulmonar na Síndrome de Potter?

A hipoplasia pulmonar na Síndrome de Potter é causada pela ausência ou severa redução do líquido amniótico (oligodramnio), que é essencial para o desenvolvimento normal dos pulmões fetais, além da compressão torácica pelo útero.

Quais são os achados ultrassonográficos que sugerem Síndrome de Potter?

Os achados ultrassonográficos incluem oligodramnio severo ou absoluto, ausência de bexiga fetal e rins não visíveis, além de outras anomalias esqueléticas e faciais características.

Qual o prognóstico de um feto com Síndrome de Potter?

O prognóstico é geralmente fatal, pois a hipoplasia pulmonar severa impede a respiração adequada ao nascimento, e a agenesia renal bilateral é incompatível com a vida extrauterina sem suporte renal.

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