Síndrome de Posner-Schlossman: Diagnóstico e Conduta

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006

Enunciado

Caracteriza-se por discreta redução da visão, envolvimento em crises unilaterais, PIO elevada (40 a 60 mmHg), ângulo aberto, maior incidência em homens. Sinequias posteriores não foram descritas. São achados de:

Alternativas

  1. A) Ciclite Heterocrômica de Fuchs
  2. B) Síndrome de Posner-Schlossman
  3. C) Glaucoma cortisônico
  4. D) Glaucoma de hipertensão venosa epiescleral

Pérola Clínica

Crise unilateral + PIO 40-60 mmHg + Ângulo aberto + Pouca inflamação = Posner-Schlossman.

Resumo-Chave

A Síndrome de Posner-Schlossman (crise glaucomatociclítica) caracteriza-se por episódios recorrentes de hipertensão ocular súbita com inflamação mínima da câmara anterior e ângulo aberto.

Contexto Educacional

A Síndrome de Posner-Schlossman é uma entidade clínica essencial no diagnóstico diferencial das crises de hipertensão ocular. Sua fisiopatologia envolve uma trabeculite aguda que reduz o outflow do humor aquoso. O tratamento foca no controle da PIO com hipotensores oculares (evitando análogos de prostaglandinas em alguns casos pela inflamação) e corticoides tópicos para controlar a resposta inflamatória trabecular. É fundamental realizar a gonioscopia em todas as crises hipertensivas para confirmar o ângulo aberto e evitar condutas cirúrgicas desnecessárias de urgência.

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença entre Posner-Schlossman e Glaucoma Agudo?

No glaucoma agudo de ângulo fechado, há dor intensa, olho muito hiperemiado e o ângulo está ocluído na gonioscopia. Na Síndrome de Posner-Schlossman, apesar da PIO muito elevada (40-60 mmHg), o olho apresenta-se relativamente calmo, a dor é discreta e o ângulo da câmara anterior permanece aberto.

Como é o achado inflamatório na crise glaucomatociclítica?

A inflamação é mínima, manifestando-se como raros precipitados ceráticos (PKs) finos e esbranquiçados no endotélio inferior, sem a formação de sinéquias posteriores, o que ajuda a diferenciar de outras uveítes hipertensivas.

Qual o perfil epidemiológico típico desta síndrome?

Afeta predominantemente adultos jovens a meia-idade, com uma incidência ligeiramente maior em homens, apresentando crises unilaterais recorrentes que podem durar de horas a semanas.

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