CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019
A Síndrome de Posner-Schlossman caracteriza-se clinicamente por episódio(s) de uveíte:
Posner-Schlossman = Uveíte anterior recorrente + PIO muito ↑ + Ângulo aberto.
A Síndrome de Posner-Schlossman manifesta-se por crises unilaterais e recorrentes de hipertensão ocular acentuada com inflamação mínima (uveíte anterior leve).
A Síndrome de Posner-Schlossman, ou crise glaucomatociclítica, é uma forma idiopática de uveíte hipertensiva, possivelmente associada a infecções virais (como CMV ou HSV). A fisiopatologia principal é a trabeculite, que obstrui a drenagem do humor aquoso. Embora o dano glaucomatoso seja raro devido à natureza episódica, crises frequentes e prolongadas podem levar a alterações crônicas no nervo óptico e campo visual.
Os pacientes apresentam episódios unilaterais de visão levemente embaçada e halos coloridos ao redor das luzes, devido ao edema corneano causado pela pressão intraocular (PIO) muito elevada (frequentemente entre 40-60 mmHg). A dor costuma ser leve, desproporcional ao nível da PIO.
Observa-se uma uveíte anterior leve, com poucas células na câmara anterior e raros precipitados ceráticos (PKs) finos e claros no endotélio inferior. O ângulo da câmara anterior é tipicamente aberto na gonioscopia, o que descarta crise de fechamento angular.
O manejo foca no controle da PIO com hipotensores oculares tópicos (betabloqueadores, inibidores da anidrase carbônica, alfa-agonistas) e na redução da inflamação com corticoides tópicos. Análogos de prostaglandinas são geralmente evitados por serem pró-inflamatórios. A crise costuma ser autolimitada, durando de dias a poucas semanas.
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