UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
A síndrome pós-colecistectomia se caracteriza por recorrência de sintomas observados antes da colecistectomia, como dor abdominal superior e dispepsia. Esses sintomas se manifestam de 2 dias até 25 anos pósprocedimento, sendo mais comuns em mulheres. Pode-se afirmar que:
Dor persistente pós-colecistectomia? Investigue causas extra-biliares como DRGE, úlcera ou DII.
A síndrome pós-colecistectomia muitas vezes reflete a persistência de uma doença pré-existente (como DRGE) que foi erroneamente atribuída à colelitíase.
A síndrome pós-colecistectomia (SPC) é um termo guarda-chuva para uma vasta gama de etiologias. Estima-se que ocorra em 10-15% dos pacientes submetidos à colecistectomia. A chave para o manejo é entender que a vesícula biliar pode ter sido uma 'espectadora inocente' de sintomas causados por outras patologias digestivas. A avaliação deve começar com uma anamnese detalhada comparando a dor atual com a dor pré-operatória. Exames laboratoriais (perfil hepático e pancreático) e de imagem (USG, colangiorressonância ou ecoendoscopia) são fundamentais para excluir coledocolitíase residual ou estenoses. Se a investigação biliar for negativa, o foco deve mudar para distúrbios funcionais e doenças ácido-pépticas, onde a DRGE e a dispepsia funcional figuram como os principais diagnósticos diferenciais.
É a recorrência ou persistência de sintomas abdominais (dor, dispepsia, náuseas) após a remoção da vesícula biliar. Pode ocorrer precocemente ou anos após a cirurgia. Em muitos casos, a 'síndrome' é na verdade a manifestação de uma doença que já existia antes da cirurgia e não foi resolvida por ela.
As causas extra-biliares representam uma grande parcela dos casos e incluem Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), úlcera péptica, síndrome do intestino irritável, pancreatite crônica e até causas musculoesqueléticas. A colelitíase pode ser um achado incidental em pacientes cuja dor real provém dessas outras fontes.
Causas biliares devem ser suspeitadas se houver icterícia, colúria, alteração de enzimas hepáticas ou dilatação de vias biliares na imagem. As principais causas biliares são cálculos residuais no colédoco, estenoses cicatriciais da via biliar, cisto de coto cístico longo ou disfunção do esfíncter de Oddi.
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