Pneumonia Afebril do Lactente: Diagnóstico e Agentes

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2017

Enunciado

Bebê de 8 semanas de idade apresenta uma tosse seca há 2 dias e congestão nasal. O exame físico revela um bebê afebril com boa aparência, com FR = 50 ins/mi, retrações subcostais leves e ausculta revelam roncos e estertores bilateralmente. Mãe informa que nasceu de parto vaginal, a termo, sem intercorrência. Vacinação completa para a idade. A radiologia de tórax revela hiperinsuflação e infiltrado intersticial difusas. O hemograma mostra uma discreta leucocitose e eosinofilia. Em relação à hipótese diagnóstica do caso, é correto afirmar que se trata de:

Alternativas

  1. A)  Sd de Pneumonia afebril do lactente.
  2. B) Infecção pelo adenovirus devido a conjuntivite.
  3. C)  Bronquiolite viral.
  4. D) Síndrome de Loffler.
  5. E) Coqueluche.

Pérola Clínica

Pneumonia afebril do lactente: tosse seca, afebril, eosinofilia, infiltrado intersticial, agentes atípicos (Chlamydia, Ureaplasma).

Resumo-Chave

A Síndrome de Pneumonia Afebril do Lactente é caracterizada por tosse seca progressiva, ausência de febre, e achados radiológicos de hiperinsuflação e infiltrado intersticial, frequentemente associada a eosinofilia. Os principais agentes são Chlamydia trachomatis e Ureaplasma urealyticum, com tratamento específico.

Contexto Educacional

A Síndrome de Pneumonia Afebril do Lactente é uma condição respiratória que afeta bebês jovens, geralmente entre 1 e 3 meses de idade. Caracteriza-se por uma tosse progressiva, taquipneia e desconforto respiratório, mas sem febre, o que a distingue de muitas outras infecções respiratórias pediátricas. Os agentes etiológicos mais comuns são Chlamydia trachomatis e Ureaplasma urealyticum, transmitidos verticalmente da mãe. O diagnóstico é sugerido pela apresentação clínica (tosse seca, afebril, taquipneia), achados radiológicos (hiperinsuflação e infiltrado intersticial difuso) e laboratoriais (eosinofilia, leucocitose). A história de conjuntivite neonatal prévia pode reforçar a suspeita de Chlamydia. O tratamento é específico para os agentes etiológicos, geralmente com macrolídeos como a eritromicina ou azitromicina. É crucial o diagnóstico diferencial com outras causas de tosse e desconforto respiratório no lactente, como bronquiolite viral e coqueluche, para garantir a terapia adequada e evitar complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados clínicos e laboratoriais da Síndrome de Pneumonia Afebril do Lactente?

Clinicamente, o lactente apresenta tosse seca progressiva, taquipneia e retrações, mas é afebril. Laboratorialmente, pode haver leucocitose com eosinofilia. A radiografia de tórax tipicamente mostra hiperinsuflação e infiltrado intersticial difuso.

Quais são os principais agentes etiológicos da pneumonia afebril do lactente?

Os principais agentes são Chlamydia trachomatis e Ureaplasma urealyticum. Outros agentes incluem Mycoplasma hominis e vírus como o Citomegalovírus (CMV), embora menos comuns.

Como diferenciar a pneumonia afebril do lactente de bronquiolite viral?

A pneumonia afebril do lactente se diferencia da bronquiolite viral pela ausência de febre, pela tosse mais arrastada, pela presença de eosinofilia e pela história de conjuntivite prévia (em casos de Chlamydia). A bronquiolite geralmente tem pródromos virais, febre e sibilância proeminente.

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