IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2024
Mulher, 50 anos, apresenta queixa de fadiga, tontura e cefaleia há 6 (seis) meses. Ela também relata que tem dificuldade para engolir alimentos sólidos. Exame físico: regular estado geral, com mucosas pálidas. Presença de estomatite angular. A ausculta cardiopulmonar é normal. O exame neurológico é normal, exceto por disfagia para alimentos sólidos. Exames laboratoriais: hemoglobina= 8 g/dL, hematócrito= 28%, plaquetas= 150.000/mm3, leucócitos= 5.000/mm3, ferro sérico= 30 mcg/dL, transferrina sérica= 1,2 g/dL, capacidade total de ligação ao ferro= 300 mcg/dL e saturação de transferrina= 20%. Realiza endoscopia digestiva alta. O diagnóstico provável é:
Síndrome de Plummer-Vinson = Anemia ferropriva + Disfagia + Membranas esofágicas.
A Síndrome de Plummer-Vinson é uma condição rara caracterizada pela tríade de anemia ferropriva, disfagia e membranas esofágicas. A deficiência crônica de ferro é central na patogênese, levando à formação das membranas que causam a disfagia. O tratamento foca na correção da anemia e dilatação das membranas.
A Síndrome de Plummer-Vinson, também conhecida como síndrome de Paterson-Kelly, é uma condição rara que afeta predominantemente mulheres de meia-idade. Sua importância clínica reside na associação com anemia ferropriva crônica e disfagia, sendo crucial para o diagnóstico diferencial de pacientes com esses sintomas. É fundamental para residentes reconhecer essa síndrome devido ao seu potencial de malignização. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas acredita-se que a deficiência crônica de ferro leve à formação de membranas mucosas finas no esôfago superior, causando a disfagia. O diagnóstico é confirmado pela endoscopia digestiva alta, que revela as membranas, e por exames laboratoriais que evidenciam a anemia ferropriva. A suspeita deve surgir em pacientes com disfagia e achados de anemia microcítica hipocrômica. O tratamento primário consiste na correção da anemia ferropriva com suplementação oral de ferro. A disfagia é aliviada pela dilatação endoscópica das membranas esofágicas. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas o acompanhamento a longo prazo é recomendado devido ao risco aumentado de desenvolvimento de carcinoma espinocelular de esôfago na área das membranas.
Os principais sinais e sintomas incluem disfagia para alimentos sólidos, anemia ferropriva (com fadiga, palidez, tontura) e, frequentemente, estomatite angular e glossite. A presença de membranas esofágicas é um achado característico na endoscopia.
O diagnóstico é baseado na tríade clínica de anemia ferropriva, disfagia e a visualização de membranas esofágicas na endoscopia digestiva alta. Exames laboratoriais confirmam a deficiência de ferro.
O tratamento envolve a suplementação de ferro para corrigir a anemia ferropriva e a dilatação endoscópica das membranas esofágicas para aliviar a disfagia. O acompanhamento é importante devido ao risco aumentado de carcinoma espinocelular de esôfago.
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