HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2021
Mulher de 60 anos, etilista crônica, desenvolve cirrose hepática há 10 anos. Queixa-se de dispneia quando se levanta da cama pela manhã. A noite, passa bem em decúbito dorsal. O exame que pode explicar esse fenômeno:
Dispneia em ortostase (platipneia) + hipoxemia em ortostase (ortodeoxia) em cirrótico → suspeitar de HPS ou PFO → Ecocardiograma com microbolhas.
A síndrome platipneia-ortodeoxia, caracterizada por dispneia e hipoxemia que pioram na posição ereta e melhoram em decúbito, é um achado clássico em pacientes com cirrose, frequentemente associada à Síndrome Hepatopulmonar (HPS) ou shunt intracardíaco (Forame Oval Patente). O ecocardiograma com microbolhas é o exame chave para detectar esses shunts.
A cirrose hepática é uma doença crônica progressiva que leva a diversas complicações sistêmicas, incluindo manifestações pulmonares e cardiovasculares. A síndrome platipneia-ortodeoxia é uma condição rara, mas importante, caracterizada por dispneia e hipoxemia que se agravam na posição ereta e melhoram no decúbito. Essa síndrome é um achado clássico em pacientes com cirrose e deve levantar a suspeita de Síndrome Hepatopulmonar (HPS) ou, menos comumente, um Forame Oval Patente (PFO). A fisiopatologia da platipneia-ortodeoxia em cirróticos geralmente envolve a HPS, onde a vasodilatação pulmonar e a formação de shunts intrapulmonares levam a uma alteração da relação ventilação/perfusão. Na posição ereta, o fluxo sanguíneo é redistribuído para as bases pulmonares, onde os shunts são mais proeminentes, exacerbando a hipoxemia. O diagnóstico diferencial inclui outras causas de dispneia em cirróticos, como ascite volumosa ou hipertensão portopulmonar, mas a característica postural é a chave. O ecocardiograma com microbolhas é o exame de escolha para investigar a causa da platipneia-ortodeoxia. Ele permite identificar a presença de shunts intrapulmonares (típicos da HPS) ou intracardíacos (como o PFO). A detecção de microbolhas no átrio esquerdo após um certo número de batimentos cardíacos diferencia os dois tipos de shunt, sendo fundamental para o manejo e prognóstico do paciente.
A síndrome platipneia-ortodeoxia é caracterizada por dispneia (platipneia) e hipoxemia (ortodeoxia) que pioram na posição ereta e melhoram em decúbito dorsal. Isso ocorre devido ao aumento do shunt intrapulmonar ou intracardíaco na posição ortostática, levando a uma maior dessaturação de oxigênio.
Em pacientes com cirrose, a síndrome platipneia-ortodeoxia é frequentemente um sinal da Síndrome Hepatopulmonar (HPS), que envolve vasodilatação pulmonar e shunts intrapulmonares. Também pode ser causada por um Forame Oval Patente (PFO) com shunt da direita para a esquerda, exacerbado pela posição ereta.
O ecocardiograma com microbolhas é o exame padrão-ouro para detectar shunts intrapulmonares ou intracardíacos. A presença de microbolhas no átrio esquerdo após 3-6 batimentos cardíacos sugere shunt intrapulmonar (HPS), enquanto a detecção precoce (em até 3 batimentos) indica shunt intracardíaco (PFO).
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