Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2024
Sobre a Síndrome Perdedora de Sal assinale a alternativa correta:
Síndrome Perdedora de Sal (SPS) = hiponatremia hipovolêmica e hipo-osmolar.
A Síndrome Perdedora de Sal (SPS) é caracterizada pela perda renal de sódio e água, resultando em hiponatremia hipovolêmica e hipo-osmolaridade. É frequentemente associada a lesões cerebrais, mas a hipovolemia é a chave para diferenciá-la da SIADH.
A Síndrome Perdedora de Sal (SPS) é uma causa importante de hiponatremia em pacientes com doenças neurológicas, como hemorragia subaracnoidea, traumatismo cranioencefálico ou tumores cerebrais. É crucial para o residente saber diferenciá-la de outras causas de hiponatremia, especialmente a Síndrome de Secreção Inapropriada de Hormônio Antidiurético (SIADH), devido às implicações terapêuticas distintas. A fisiopatologia da SPS envolve a liberação de fatores natriuréticos cerebrais ou a disfunção do sistema nervoso autônomo, que levam a uma natriurese e diurese excessivas, resultando em perda renal de sódio e água. Clinicamente, o paciente apresenta hiponatremia, hipo-osmolaridade plasmática e, crucialmente, sinais de depleção de volume (hipovolemia), como hipotensão ortostática, taquicardia e diminuição do turgor da pele. O tratamento da SPS foca na reposição de sódio e volume, geralmente com solução salina isotônica (0,9% NaCl) ou hipertônica em casos graves de hiponatremia sintomática. O objetivo é corrigir a hipovolemia e a hiponatremia de forma gradual para evitar a síndrome de desmielinização osmótica. O reconhecimento precoce e a diferenciação da SIADH são vitais para um manejo adequado e para evitar complicações.
Os achados incluem hiponatremia (sódio sérico baixo), hipo-osmolaridade plasmática, alta concentração de sódio na urina e alta osmolaridade urinária, além de sinais de depleção de volume.
A principal diferença está no estado volêmico. A SPS cursa com hipovolemia (evidenciada por hipotensão, taquicardia, turgor de pele diminuído), enquanto a SIADH geralmente apresenta euvolemia ou leve hipervolemia. Ambos têm hiponatremia hipo-osmolar.
A lesão cerebral pode levar à liberação de peptídeos natriuréticos cerebrais (BNP) ou atriais (ANP), que promovem a natriurese e diurese, resultando em perda excessiva de sódio e água pelos rins, culminando em hipovolemia e hiponatremia.
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