HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2020
Menino, 4 anos, é levado à emergência com história de febre e lesões dolorosas na pele, sem uso de medicações prévias. Ao exame físico, apresenta-se irritável, febril (38,5°C), com máculas eritematosas difusas de cor vermelho vivo, bolhas superficiais e áreas erosadas e dolorosas à palpação em regiões flexurais (cervical, axilares e inguinais) com descamação e fissuras em região perioral e periorbital. Verificou-se sinal de Nikolsky positivo e ausência de lesões em mucosas ou adenomegalias. Anatomopatológico de pele demonstrou bolha com clivagem subcórnea (camada granulosa). O diagnóstico mais provável é de _____________e a conduta adequada consiste em indicar ___________________.
SPEE: febre + bolhas superficiais + Nikolsky + clivagem subcórnea → ATB IV.
A Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica (SPEE) é causada por toxinas esfoliativas de S. aureus, resultando em clivagem na camada granulosa da epiderme. O diagnóstico é clínico e histopatológico, e o tratamento com antibióticos IV é crucial.
A Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica (SPEE) é uma dermatose bolhosa aguda, mediada por toxinas, que afeta principalmente neonatos e crianças pequenas. É uma condição grave que exige reconhecimento e tratamento rápidos para evitar complicações. A incidência é maior em crianças devido à imaturidade renal na eliminação das toxinas e à falta de anticorpos protetores. A fisiopatologia envolve a produção de toxinas esfoliativas (ETA e ETB) por cepas de Staphylococcus aureus, que clivam a desmogleína-1, uma proteína de adesão celular na camada granulosa da epiderme. Clinicamente, manifesta-se com eritema difuso, bolhas flácidas e sinal de Nikolsky positivo, com descamação e erosões. A ausência de lesões em mucosas é uma característica importante que a diferencia de outras doenças bolhosas. O tratamento é baseado na administração de antibióticos sistêmicos (geralmente penicilinas resistentes à penicilinase ou cefalosporinas de primeira geração) para erradicar o S. aureus. O suporte hidroeletrolítico, analgesia e cuidados com as lesões cutâneas são fundamentais. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a não identificação precoce pode levar a sepse e outras complicações.
A SPEE se manifesta com febre, irritabilidade, máculas eritematosas difusas, bolhas superficiais e áreas erosadas dolorosas, especialmente em regiões flexurais. O sinal de Nikolsky é positivo, e há descamação e fissuras periorais/periorbitais, sem acometimento de mucosas.
O anatomopatológico de pele na SPEE demonstra uma bolha com clivagem subcórnea, especificamente na camada granulosa da epiderme. Isso a diferencia de condições como a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET), que apresenta clivagem dermoepidérmica.
A conduta adequada para a SPEE consiste na indicação de antibióticos intravenosos, visando erradicar a infecção por Staphylococcus aureus produtora de toxinas esfoliativas. Medidas de suporte e analgesia também são importantes.
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