Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica: Diagnóstico e Fisiopatologia

SMS Sinop - Secretaria Municipal de Saúde de Sinop (MT) — Prova 2020

Enunciado

Criança de 9 meses apresenta infecção crostosa isolada na pele, seguida de pele com aspecto de lixa, exantema que não afeta as mucosas, febre, irritabilidade e formação de bolhas em áreas de atrito, que se rompem e soltam a camada superior da pele por um dano na desmogleina 1. A doença apresentada é:

Alternativas

  1. A) Varicela
  2. B) Síndrome mão-pé-boca
  3. C) Síndrome da pele escaldada estafilocócica
  4. D) Choque tóxico estreptocócico

Pérola Clínica

SSSS: Infecção crostosa + pele em lixa + bolhas que rompem por dano na desmogleína 1 (toxina estafilocócica).

Resumo-Chave

A Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica (SSSS) é uma doença dermatológica grave, principalmente em crianças, causada por toxinas esfoliativas de *Staphylococcus aureus*. A lesão na desmogleína 1 leva à clivagem da epiderme e ao aspecto de 'pele escaldada'.

Contexto Educacional

A Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica (SSSS) é uma doença cutânea grave, predominantemente pediátrica, causada por cepas de *Staphylococcus aureus* produtoras de toxinas esfoliativas (ETA e ETB). Essas toxinas atuam como serina proteases que clivam a desmogleína 1, uma glicoproteína essencial para a adesão celular nos desmossomos da camada granulosa da epiderme, levando à acantólise e formação de bolhas. Clinicamente, a SSSS inicia-se frequentemente com uma infecção estafilocócica localizada (ex: conjuntivite, otite, nasofaringite, impetigo crostoso), seguida por febre, irritabilidade e um eritema difuso que confere à pele um aspecto de 'lixa'. Rapidamente, surgem bolhas flácidas que se rompem facilmente, resultando em grandes áreas de descamação epidérmica, simulando uma queimadura de segundo grau (sinal de Nikolsky positivo). As mucosas geralmente são poupadas. O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por cultura bacteriana da lesão primária (não das bolhas, que são estéreis) e biópsia cutânea. O tratamento consiste em antibioticoterapia sistêmica (ex: oxacilina, cefalexina ou clindamicina em casos de suspeita de MRSA) e cuidados de suporte para a pele, incluindo hidratação e prevenção de infecções secundárias. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado.

Perguntas Frequentes

Qual o agente etiológico da Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica?

A Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica (SSSS) é causada por cepas de *Staphylococcus aureus* que produzem toxinas esfoliativas (ETA e ETB).

Qual o mecanismo de ação das toxinas na SSSS?

As toxinas esfoliativas clivam a desmogleína 1, uma proteína de adesão celular nos desmossomos da epiderme, resultando na separação das camadas superficiais da pele.

Quais são os sinais clínicos característicos da SSSS?

Os sinais incluem infecção crostosa inicial, febre, irritabilidade, exantema escarlatiniforme ('pele de lixa'), seguido por formação de bolhas flácidas e descamação da epiderme, especialmente em áreas de atrito.

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