Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica em RN

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Um recém-nascido de duas semanas de vida é trazido à consulta na emergência por apresentar várias lesões de pele. Segundo a informação da mãe, as lesões iniciaram há três dias com eritema generalizado em todo o corpo, e hoje pela manhã notou o aparecimento de vesículas, bolhas e perda cutânea em todas as dobras de pescoço, axilas e períneo. Assinale a alternativa CORRETA quanto ao diagnóstico.

Alternativas

  1. A) Sífilis congênita.
  2. B) Edema hemorrágico agudo.
  3. C) Síndrome da pele escaldada estafilocócica.
  4. D) Necrose gordurosa (tecido adiposo subcutâneo).

Pérola Clínica

RN com eritema generalizado + vesículas/bolhas + perda cutânea em dobras → Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica (SSSS).

Resumo-Chave

A Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica (SSSS) é uma infecção cutânea grave causada por toxinas esfoliativas de Staphylococcus aureus, comum em recém-nascidos. Caracteriza-se por eritema generalizado, formação de bolhas flácidas e descamação da pele, especialmente em áreas de dobras, mimetizando uma queimadura.

Contexto Educacional

A Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica (SSSS) é uma infecção cutânea grave, predominantemente pediátrica, especialmente comum em neonatos e lactentes jovens, devido à imaturidade renal para eliminar as toxinas e à ausência de anticorpos protetores. É uma condição de emergência dermatológica que requer reconhecimento e tratamento rápidos para evitar complicações. A fisiopatologia da SSSS é mediada por toxinas esfoliativas (exfoliatinas A e B) produzidas por cepas de Staphylococcus aureus. Essas toxinas agem como superantígenos e clivam a desmogleína-1, uma proteína essencial para a adesão celular no estrato granuloso da epiderme. Isso resulta na separação das camadas epidérmicas, levando à formação de bolhas e à descamação característica, que se assemelha a uma queimadura de segundo grau. O diagnóstico é clínico, baseado na apresentação de eritema difuso, bolhas flácidas e descamação cutânea, com o sinal de Nikolsky positivo (descolamento da pele com leve fricção). O tratamento é hospitalar e consiste em antibioticoterapia sistêmica eficaz contra Staphylococcus aureus (como oxacilina ou clindamicina; vancomicina se houver suspeita de MRSA), hidratação adequada, analgesia e cuidados locais com a pele para prevenir infecções secundárias e promover a cicatrização. O prognóstico é geralmente bom com tratamento precoce.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica (SSSS)?

A SSSS manifesta-se com eritema generalizado, dor na pele, seguido pelo aparecimento de bolhas flácidas que se rompem facilmente, levando à descamação da epiderme, especialmente em dobras, e sinal de Nikolsky positivo.

Qual é a causa da Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica?

A SSSS é causada por toxinas esfoliativas (exfoliatinas A e B) produzidas por cepas específicas de Staphylococcus aureus. Essas toxinas clivam a desmogleína-1, uma proteína de adesão intercelular na epiderme, resultando na separação das camadas cutâneas.

Como é feito o tratamento da SSSS em recém-nascidos?

O tratamento da SSSS envolve internação hospitalar, antibioticoterapia sistêmica com cobertura para Staphylococcus aureus (geralmente oxacilina ou clindamicina, ou vancomicina se houver suspeita de MRSA), hidratação, analgesia e cuidados com a pele para prevenir infecções secundárias.

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