Síndrome de Parinaud: Localização e Diagnóstico Clínico

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008

Enunciado

Na síndrome de Parinaud, a localização anatômica da lesão é no:

Alternativas

  1. A) Mesencéfalo dorsal
  2. B) Ápice orbitário
  3. C) Córtex parietal
  4. D) Córtex frontal

Pérola Clínica

Parinaud = Lesão no mesencéfalo dorsal (pré-tectal) → Paralisia do olhar vertical superior.

Resumo-Chave

A síndrome de Parinaud decorre de compressão ou lesão na região pré-tectal do mesencéfalo dorsal, afetando os centros de controle do olhar vertical e a pupila.

Contexto Educacional

A Síndrome de Parinaud é um tema clássico em neuro-oftalmologia. A compreensão da anatomia do tronco cerebral é vital, pois o mesencéfalo dorsal abriga os centros integradores do olhar vertical. Diferente do olhar horizontal, que é coordenado na ponte (PPRF), o olhar vertical depende de núcleos mesencefálicos como o núcleo intersticial rostral do fascículo longitudinal medial (riFLM). A compressão dessas vias gera a paralisia supranuclear característica, onde o reflexo de Bell (olhos subindo ao fechar as pálpebras) pode estar preservado, indicando que a via final comum (nervo oculomotor) está íntegra.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a Síndrome de Parinaud?

A Síndrome de Parinaud, ou síndrome do mesencéfalo dorsal, é caracterizada classicamente pela tríade: paralisia do olhar vertical superior, nistagmo de convergência-retração ao tentar olhar para cima e dissociação luz-perto (pupilas que reagem mal à luz, mas bem à acomodação). Também pode apresentar o sinal de Collier (retração palpebral). É causada por lesões que comprimem a região pré-tectal e os colículos superiores, como tumores da glândula pineal em jovens ou acidentes vasculares em idosos.

Qual a estrutura anatômica exata da lesão?

A lesão localiza-se no mesencéfalo dorsal, especificamente na área pré-tectal e na comissura posterior. Essas estruturas são fundamentais para a coordenação do olhar vertical. A compressão do colículo superior e dos núcleos associados impede a transmissão de impulsos para os núcleos dos nervos cranianos responsáveis pela motilidade ocular vertical, resultando no déficit característico observado clinicamente.

Quais as causas mais comuns de Parinaud?

Em pacientes jovens, a causa mais frequente são os tumores da glândula pineal (pinealomas), que exercem compressão extrínseca sobre o teto do mesencéfalo. Em adultos e idosos, as causas vasculares (infartos mesencefálicos) e a hidrocefalia obstrutiva (por estenose do aqueduto de Sylvius) são etiologias prevalentes. Menos comumente, pode estar associada a esclerose múltipla ou traumas.

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