CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022
Criança de oito anos de idade com quadro bilateral subagudo de paralisia do olhar vertical, papiledema e dissociação luz-perto. É correto afirmar:
Paralisia vertical + Dissociação luz-perto + Papiledema = Síndrome de Parinaud (Lesão Mesencefálica).
A tríade de paralisia do olhar vertical superior, dissociação luz-perto e nistagmo de retração define a Síndrome de Parinaud, frequentemente causada por tumores na região pineal.
A Síndrome de Parinaud, ou síndrome do mesencéfalo dorsal, resulta de disfunções nas estruturas localizadas no teto mesencefálico. A paralisia do olhar vertical ocorre por comprometimento do núcleo intersticial rostral do fascículo longitudinal medial (riFLM) ou das fibras que cruzam a comissura posterior. A dissociação luz-perto é explicada pela lesão das fibras pupilares aferentes que chegam aos núcleos de Edinger-Westphal via núcleos pré-tectais, enquanto as fibras para a resposta de perto (que chegam mais ventralmente) são preservadas. Em pediatria, a presença desses sinais é uma emergência neuro-oftalmológica que exige RM de crânio imediata.
É caracterizada pela paralisia do olhar vertical (especialmente para cima), dissociação luz-perto pupilar (pupilas reagem à convergência mas não à luz), nistagmo de convergência-retração e retração palpebral (sinal de Collier). É um sinal clássico de compressão do teto mesencefálico.
Em crianças, a causa mais comum são os tumores da região pineal, como germinomas ou pinealoblastomas, que comprimem o colículo superior e os núcleos pré-tectais no mesencéfalo dorsal. Hidrocefalia obstrutiva por estenose de aqueduto também é uma causa importante.
O papiledema ocorre devido à hipertensão intracraniana, geralmente resultante da compressão do aqueduto de Sylvius pelo tumor ou lesão expansiva, levando a uma hidrocefalia obstrutiva não comunicante.
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