HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
Paciente masculino, 65 anos de idade, apresenta tosse persistente, dor no ombro e ptose palpebral. A tomografia computadorizada de tórax revela uma massa na região superior do pulmão esquerdo. Qual das seguintes síndromes é mais provavelmente associada ao conjunto desses achados?
Massa em ápice pulmonar + dor no ombro + ptose = Síndrome de Pancoast (tumor de pulmão).
A Síndrome de Pancoast é causada por um tumor no ápice pulmonar que invade estruturas adjacentes. A tríade clássica inclui dor no ombro (invasão do plexo braquial), síndrome de Horner (invasão do gânglio estrelado simpático) e atrofia da musculatura da mão.
A Síndrome de Pancoast é uma condição clínica rara, mas de grande importância diagnóstica, caracterizada pela invasão de estruturas do ápice pulmonar por um tumor maligno, geralmente um carcinoma broncogênico de células não pequenas. A epidemiologia está diretamente ligada à do câncer de pulmão, sendo mais comum em tabagistas e indivíduos com histórico de exposição a fatores de risco. A identificação precoce é crucial, pois o prognóstico está intimamente relacionado ao estágio da doença no momento do diagnóstico. A fisiopatologia envolve a compressão ou invasão de estruturas anatômicas adjacentes ao ápice pulmonar. Os sintomas clássicos incluem dor no ombro e no braço (devido à invasão do plexo braquial), fraqueza e atrofia dos músculos da mão, e a Síndrome de Horner (ptose palpebral, miose e anidrose ipsilateral), resultante da compressão do gânglio estrelado do sistema nervoso simpático. A suspeita diagnóstica surge com a presença desses sintomas em pacientes com fatores de risco para câncer de pulmão, e é confirmada por exames de imagem como tomografia e ressonância magnética, seguidos de biópsia. O tratamento da Síndrome de Pancoast é complexo e frequentemente multimodal, envolvendo cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do estágio do tumor e da extensão da invasão. O prognóstico é desafiador devido à localização e à agressividade dos tumores. Para residentes, é fundamental reconhecer a constelação de sintomas para um diagnóstico rápido, permitindo intervenções terapêuticas mais eficazes e potencialmente melhorando a qualidade de vida do paciente.
Os principais sintomas incluem dor intensa e persistente no ombro e braço (devido à invasão do plexo braquial), e sinais da Síndrome de Horner, como ptose palpebral, miose e anidrose ipsilateral, causados pela compressão do gânglio estrelado.
A causa mais comum é um tumor maligno no ápice pulmonar, geralmente um carcinoma broncogênico de células não pequenas, que invade as estruturas adjacentes como costelas, vértebras, plexo braquial e gânglio estrelado.
O diagnóstico é feito pela combinação de achados clínicos (dor no ombro, Síndrome de Horner), exames de imagem como radiografia de tórax e tomografia computadorizada ou ressonância magnética do tórax, que revelam a massa apical, e biópsia para confirmação histopatológica.
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