Síndrome de Pancoast: Diagnóstico e Sinais Chave

HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025

Enunciado

Paciente masculino, 65 anos de idade, apresenta tosse persistente, dor no ombro e ptose palpebral. A tomografia computadorizada de tórax revela uma massa na região superior do pulmão esquerdo. Qual das seguintes síndromes é mais provavelmente associada ao conjunto desses achados?

Alternativas

  1. A) Síndrome de Cushing.
  2. B) Síndrome de Tietze.
  3. C) Síndrome de Pancoast.
  4. D) Síndrome da veia cava superior.

Pérola Clínica

Massa em ápice pulmonar + dor no ombro + ptose = Síndrome de Pancoast (tumor de pulmão).

Resumo-Chave

A Síndrome de Pancoast é causada por um tumor no ápice pulmonar que invade estruturas adjacentes. A tríade clássica inclui dor no ombro (invasão do plexo braquial), síndrome de Horner (invasão do gânglio estrelado simpático) e atrofia da musculatura da mão.

Contexto Educacional

A Síndrome de Pancoast é uma condição clínica rara, mas de grande importância diagnóstica, caracterizada pela invasão de estruturas do ápice pulmonar por um tumor maligno, geralmente um carcinoma broncogênico de células não pequenas. A epidemiologia está diretamente ligada à do câncer de pulmão, sendo mais comum em tabagistas e indivíduos com histórico de exposição a fatores de risco. A identificação precoce é crucial, pois o prognóstico está intimamente relacionado ao estágio da doença no momento do diagnóstico. A fisiopatologia envolve a compressão ou invasão de estruturas anatômicas adjacentes ao ápice pulmonar. Os sintomas clássicos incluem dor no ombro e no braço (devido à invasão do plexo braquial), fraqueza e atrofia dos músculos da mão, e a Síndrome de Horner (ptose palpebral, miose e anidrose ipsilateral), resultante da compressão do gânglio estrelado do sistema nervoso simpático. A suspeita diagnóstica surge com a presença desses sintomas em pacientes com fatores de risco para câncer de pulmão, e é confirmada por exames de imagem como tomografia e ressonância magnética, seguidos de biópsia. O tratamento da Síndrome de Pancoast é complexo e frequentemente multimodal, envolvendo cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do estágio do tumor e da extensão da invasão. O prognóstico é desafiador devido à localização e à agressividade dos tumores. Para residentes, é fundamental reconhecer a constelação de sintomas para um diagnóstico rápido, permitindo intervenções terapêuticas mais eficazes e potencialmente melhorando a qualidade de vida do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Síndrome de Pancoast?

Os principais sintomas incluem dor intensa e persistente no ombro e braço (devido à invasão do plexo braquial), e sinais da Síndrome de Horner, como ptose palpebral, miose e anidrose ipsilateral, causados pela compressão do gânglio estrelado.

Qual a causa mais comum da Síndrome de Pancoast?

A causa mais comum é um tumor maligno no ápice pulmonar, geralmente um carcinoma broncogênico de células não pequenas, que invade as estruturas adjacentes como costelas, vértebras, plexo braquial e gânglio estrelado.

Como é feito o diagnóstico da Síndrome de Pancoast?

O diagnóstico é feito pela combinação de achados clínicos (dor no ombro, Síndrome de Horner), exames de imagem como radiografia de tórax e tomografia computadorizada ou ressonância magnética do tórax, que revelam a massa apical, e biópsia para confirmação histopatológica.

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