HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023
Homem, 74 anos, apresenta quadro de dor no ombro direito, fraqueza e atrofia dos músculos intrínsecos da mão há 2 meses. Ao exame físico, apresenta ptose palpebral à direita associada a miose ipsilateral. O quadro clínico pode ser mais provavelmente explicado por
Dor no ombro + atrofia mão + Síndrome de Horner (ptose, miose) em idoso tabagista → Síndrome de Pancoast (tumor de ápice pulmonar).
O quadro clínico de dor no ombro, fraqueza e atrofia dos músculos intrínsecos da mão, associado à ptose palpebral e miose ipsilateral (Síndrome de Horner), é altamente sugestivo da Síndrome de Pancoast. Esta síndrome é classicamente causada por um tumor no ápice pulmonar, que invade estruturas adjacentes como o plexo braquial e a cadeia simpática cervical, sendo o câncer de pulmão de não pequenas células a etiologia mais comum.
A Síndrome de Pancoast é uma condição clínica rara, mas de extrema importância diagnóstica, pois geralmente indica uma neoplasia maligna subjacente. Ela é caracterizada pela invasão de estruturas do ápice pulmonar por um tumor, mais comumente um carcinoma de pulmão de não pequenas células. As manifestações clínicas clássicas incluem dor intensa e persistente no ombro e na face ulnar do braço e da mão, devido ao envolvimento do plexo braquial (C8-T1). Além da dor e da plexopatia braquial, a Síndrome de Pancoast é frequentemente acompanhada pela Síndrome de Horner ipsilateral. Esta última é resultado da compressão ou invasão da cadeia simpática cervical e se manifesta como ptose palpebral (queda da pálpebra), miose (constrição da pupila) e anidrose (ausência de suor) na face ipsilateral. A fraqueza e atrofia dos músculos intrínsecos da mão são achados comuns devido ao comprometimento do plexo braquial. O diagnóstico precoce é crucial para o prognóstico, pois o tratamento do câncer de pulmão em estágio inicial é mais eficaz. A investigação deve incluir exames de imagem como radiografia de tórax, tomografia computadorizada e ressonância magnética do tórax e plexo braquial. A biópsia da massa é essencial para a confirmação histopatológica. Para residentes, a Síndrome de Pancoast é um lembrete da importância de integrar achados neurológicos e musculoesqueléticos com a suspeita de doença maligna torácica, especialmente em pacientes idosos com histórico de tabagismo.
A Síndrome de Pancoast é caracterizada por dor no ombro e braço (devido à invasão do plexo braquial), fraqueza e atrofia dos músculos intrínsecos da mão, e Síndrome de Horner (ptose palpebral, miose e anidrose ipsilateral) devido à invasão da cadeia simpática cervical.
A causa mais comum da Síndrome de Pancoast é o câncer de pulmão de não pequenas células, especificamente um tumor localizado no ápice pulmonar (tumor de Pancoast) que invade as estruturas adjacentes.
A Síndrome de Horner ocorre devido à compressão ou invasão da cadeia simpática cervical, que passa próximo ao ápice pulmonar. Essa lesão interrompe as fibras simpáticas que inervam o olho e a face, resultando em ptose, miose e anidrose ipsilateral.
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