UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Homem de 63 anos comparece à consulta, no ambulatório de clínica médica, com queixa de dor em ombro esquerdo iniciada há cerca de três meses, com piora progressiva. Ao exame, paciente apresenta dor à mobilização, com irradiação para o membro superior esquerdo e parestesia associada, além de miose, enoftalmia e ptose palpebral do mesmo lado. Considerando o diagnóstico mais provável, o exame que deve ser solicitado para investigação é:
Dor em ombro + irradiação MS + parestesia + Síndrome de Horner (miose, enoftalmia, ptose) → Síndrome de Pancoast. Investigar com TC de tórax.
A combinação de dor no ombro com irradiação para o membro superior, parestesia e a tríade da Síndrome de Horner (miose, ptose, enoftalmia) é altamente sugestiva de Síndrome de Pancoast, que é um tumor no ápice pulmonar invadindo estruturas adjacentes. A TC de tórax é o exame de escolha para confirmar e estadiar.
A Síndrome de Pancoast, também conhecida como tumor de Pancoast, refere-se a um tumor maligno localizado no ápice do pulmão que invade estruturas adjacentes. Essas estruturas incluem a parede torácica (costelas e vértebras), o plexo braquial e o gânglio estrelado do sistema nervoso simpático. A epidemiologia está fortemente associada ao tabagismo, sendo mais comum em homens idosos. Os sintomas característicos incluem dor intensa e persistente no ombro, que pode irradiar para o braço e mão, acompanhada de parestesias e fraqueza no membro superior devido ao envolvimento do plexo braquial. A presença da Síndrome de Horner (miose, ptose palpebral e enoftalmia no lado afetado) é um achado crucial que indica invasão do gânglio estrelado. O diagnóstico diferencial é amplo, incluindo causas ortopédicas e neurológicas, mas a tríade de sintomas deve levantar forte suspeita. A investigação diagnóstica inicial para a Síndrome de Pancoast deve incluir uma tomografia computadorizada (TC) de tórax. Este exame é fundamental para localizar o tumor, avaliar sua extensão, invasão de estruturas vizinhas e estadiamento. Outros exames como ressonância magnética (RM) podem ser úteis para avaliar o envolvimento do plexo braquial e da medula espinhal. O tratamento geralmente envolve uma combinação de quimioterapia, radioterapia e cirurgia.
Os sintomas clássicos da Síndrome de Pancoast incluem dor intensa no ombro e braço (plexopatia braquial), parestesia no membro superior e a tríade da Síndrome de Horner (miose, ptose palpebral e enoftalmia) devido à invasão do gânglio estrelado.
A TC de tórax é o exame de escolha porque permite visualizar o tumor no ápice pulmonar, avaliar sua extensão local, invasão de estruturas adjacentes (costelas, vértebras, plexo braquial) e a presença de linfonodomegalias ou metástases.
A Síndrome de Horner na Síndrome de Pancoast ocorre devido à invasão do gânglio estrelado (parte do sistema nervoso simpático) pelo tumor no ápice pulmonar, interrompendo as vias simpáticas para o olho e face.
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