Síndrome de Pancoast: Diagnóstico e Manifestações Clínicas

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 42 anos, tabagista (carga tabágica de 45 maços-ano), procura atendimento médico com queixa de tosse persistente e dor em peso no ombro esquerdo que irradia para a face medial do braço e antebraço ipsilaterais há 3 meses. Relata que, nas últimas duas semanas, notou fraqueza na mão esquerda para segurar objetos e uma alteração visual curiosa: sua pupila esquerda parece menor que a direita e sua pálpebra superior esquerda está levemente caída. Ao exame físico, observa-se ptose palpebral parcial à esquerda, miose pupilar ipsilateral e ausência de sudorese no lado esquerdo da face. Há atrofia evidente da musculatura intrínseca da mão esquerda (músculos interósseos). A ausculta pulmonar revela redução do murmúrio vesicular no ápice esquerdo. Radiografia de tórax mostra opacidade em cúpula pleural esquerda com erosão do primeiro e segundo arcos costais posteriores. Com base no quadro clínico e nos achados radiológicos, a hipótese diagnóstica mais provável é:

Alternativas

  1. A) Tumor de Pequenas Células (Oat Cell).
  2. B) Síndrome do Desfiladeiro Torácico.
  3. C) Síndrome de Pancoast.
  4. D) Síndrome da Veia Cava Superior.

Pérola Clínica

Dor no ombro + Horner (ptose/miose) + atrofia de mão + tabagismo = Síndrome de Pancoast.

Resumo-Chave

A Síndrome de Pancoast decorre da invasão local de um tumor no ápice pulmonar, afetando o plexo braquial e a cadeia simpática cervical, manifestando-se com dor braquial e sinais oculares.

Contexto Educacional

A Síndrome de Pancoast é uma manifestação clínica específica do câncer de pulmão que se origina no sulco superior (ápice pulmonar). Devido à sua localização anatômica, o tumor invade estruturas adjacentes, como as raízes do plexo braquial, a cadeia simpática paravertebral e as costelas superiores. Clinicamente, o paciente apresenta dor severa no ombro e na face medial do braço (território de C8-T2). A extensão para o gânglio estrelado ou cadeia simpática resulta na Síndrome de Horner. O diagnóstico é frequentemente sugerido por radiografia de tórax, mas a Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética são cruciais para avaliar a extensão da invasão local e o estadiamento. O tratamento geralmente envolve quimiorradioterapia neoadjuvante seguida de ressecção cirúrgica em casos selecionados, exigindo uma abordagem multidisciplinar.

Perguntas Frequentes

O que compõe a tríade da Síndrome de Horner?

A Síndrome de Horner é caracterizada pela tríade clássica de ptose palpebral (queda da pálpebra superior), miose (constrição pupilar) e anidrose (ausência de sudorese) ipsilateral à lesão da cadeia simpática cervical.

Qual o tipo histológico mais comum no Tumor de Pancoast?

A maioria dos tumores de sulco superior (Pancoast) são carcinomas de células não pequenas, sendo o adenocarcinoma o tipo histológico mais frequente atualmente, seguido pelo carcinoma de células escamosas.

Por que ocorre atrofia da musculatura da mão no Pancoast?

A atrofia ocorre devido à invasão tumoral das raízes nervosas inferiores do plexo braquial (C8 e T1), que são responsáveis pela inervação motora dos músculos intrínsecos da mão, resultando em fraqueza e wasting muscular.

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