HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2025
Paciente masculino, 65 anos de idade, apresenta tosse persistente, dor no ombro e ptose palpebral. A tomografia computadorizada de tórax revela uma massa na região superior do pulmão esquerdo. Qual das seguintes síndromes é mais provavelmente associada ao conjunto desses achados?
Tumor de Pancoast → massa ápice pulmonar + dor ombro + síndrome de Horner (ptose, miose, anidrose).
A Síndrome de Pancoast é um tipo de câncer de pulmão não pequenas células que se desenvolve no ápice pulmonar, invadindo estruturas adjacentes como o plexo braquial (causando dor no ombro e braço) e o gânglio estrelado do sistema nervoso simpático (levando à Síndrome de Horner).
A Síndrome de Pancoast, ou tumor do sulco superior, é um tipo raro de câncer de pulmão não pequenas células que se desenvolve no ápice pulmonar. Sua importância clínica reside na invasão de estruturas adjacentes, levando a um conjunto de sintomas característicos que podem atrasar o diagnóstico se não forem reconhecidos. Fisiopatologicamente, o tumor cresce no ápice do pulmão e pode invadir o plexo braquial (causando dor no ombro, braço e mão, além de fraqueza), as costelas, as vértebras e o gânglio estrelado do sistema nervoso simpático, resultando na Síndrome de Horner (ptose, miose e anidrose). A suspeita deve surgir em pacientes com dor persistente no ombro sem causa musculoesquelética clara, especialmente se acompanhada de sintomas neurológicos. O tratamento envolve geralmente uma combinação de quimioterapia, radioterapia e cirurgia, dependendo do estágio e da extensão da invasão. O prognóstico é desafiador devido à invasão local e ao diagnóstico muitas vezes tardio, ressaltando a importância do reconhecimento precoce dos sinais e sintomas.
Os principais sintomas incluem dor intensa e persistente no ombro e braço (devido à invasão do plexo braquial), fraqueza muscular na mão, e a Síndrome de Horner (ptose, miose e anidrose unilateral).
A Síndrome de Horner ocorre na Síndrome de Pancoast devido à invasão do gânglio estrelado do sistema nervoso simpático, localizado próximo ao ápice pulmonar, resultando em ptose palpebral, miose e anidrose facial ipsilateral.
O diagnóstico é feito pela combinação de achados clínicos, exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética de tórax para localizar a massa, e biópsia para confirmação histopatológica.
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