HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2020
Pacientes com câncer no ápice do pulmão e extensão local para o estreito torácico podem ter dor no ombro e braços, síndrome de Horner e, ocasionalmente, parestesia na distribuição do nervo ulnar da mão (quarto e quinto dedos). Os pacientes com todas essas características podem ser classificados como tendo síndrome de Pancoast. Neste caso, a dor é procedente de quais raízes nervosas:
Síndrome de Pancoast → compressão C8 e T1, causa dor ombro/braço, Horner, parestesia ulnar.
A Síndrome de Pancoast é causada por um tumor no ápice pulmonar que invade estruturas adjacentes, principalmente o plexo braquial inferior (raízes C8 e T1) e o gânglio estrelado, resultando em dor característica e Síndrome de Horner.
A Síndrome de Pancoast, também conhecida como tumor de Pancoast-Tobias, refere-se a um tipo de câncer de pulmão não pequenas células localizado no ápice pulmonar que invade estruturas adjacentes no estreito torácico. Sua importância clínica reside na apresentação atípica, que pode mimetizar outras condições musculoesqueléticas ou neurológicas, atrasando o diagnóstico e o tratamento. É crucial para o residente reconhecer essa síndrome devido à sua gravidade e complexidade de manejo. A fisiopatologia da Síndrome de Pancoast envolve a compressão ou invasão de estruturas como o plexo braquial (especialmente as raízes C8 e T1), os gânglios simpáticos cervicais (gânglio estrelado) e os vasos subclávios. A compressão das raízes nervosas C8 e T1 resulta em dor intensa no ombro e braço, que pode irradiar para a face medial do braço e antebraço, e parestesia na distribuição do nervo ulnar (4º e 5º dedos). A invasão do gânglio estrelado causa a Síndrome de Horner ipsilateral. O diagnóstico precoce é fundamental para o prognóstico. A investigação deve incluir exames de imagem como radiografia de tórax, tomografia computadorizada e ressonância magnética para avaliar a extensão do tumor. O tratamento é complexo e frequentemente envolve uma combinação de quimioterapia, radioterapia e cirurgia, dependendo do estágio e da extensão da invasão. O reconhecimento dos sintomas neurológicos e da Síndrome de Horner é um diferencial importante para o diagnóstico.
A Síndrome de Horner é caracterizada por miose (pupila contraída), ptose palpebral (queda da pálpebra) e anidrose (ausência de suor) facial ipsilateral ao tumor.
A dor ocorre devido à compressão e invasão das raízes nervosas do plexo braquial inferior (C8 e T1), que inervam essa região, causando dor neuropática.
A parestesia nos 4º e 5º dedos (distribuição ulnar) é um sinal chave da compressão das raízes C8 e T1, que contribuem para a formação do nervo ulnar.
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