Síndrome da Pálpebra Frouxa e Ceratite Filamentar

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2025

Enunciado

Com relação ao quadro clinico abaixo, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A ocorrência é frequente em pacientes obesos e que apresentam apneia durante o sono.
  2. B) Ceratite filamentar está associada ao quadro clínico nesses pacientes.
  3. C) A cauterização das conjuntivas bulbar e tarsal superiores com solução de nitrato de prata a 25% pode ser considerada opção terapêutica.
  4. D) Se o teste da fenilefrina a 10% demonstrar desaparecimento completo da hiperemia, o uso de anti-inflamatório não esteroidal por via oral corresponde ao tratamento de primeira linha, devendo ser prescrito por pelo menos oito semanas.

Pérola Clínica

Síndrome da pálpebra frouxa → Associada a Obesidade/Apneia e Ceratite filamentar.

Resumo-Chave

A síndrome da pálpebra frouxa causa eversão palpebral noturna espontânea, levando a inflamação crônica e ceratite filamentar. Está fortemente ligada à apneia obstrutiva do sono.

Contexto Educacional

A síndrome da pálpebra frouxa é frequentemente subdiagnosticada em clínicas de oftalmologia geral. O paciente queixa-se de irritação ocular crônica, secreção mucoide e vermelhidão, muitas vezes pior ao acordar. O sinal patognomônico é a facilidade com que a pálpebra superior se everte ao ser tracionada superiormente. A ceratite filamentar ocorre devido à instabilidade do filme lacrimal e inflamação crônica, onde filamentos de epitélio e muco aderem à córnea, causando dor intensa e sensação de corpo estranho. O manejo multidisciplinar, envolvendo oftalmologistas e especialistas em medicina do sono, é essencial para o sucesso terapêutico.

Perguntas Frequentes

O que é a Síndrome da Pálpebra Frouxa (Floppy Eyelid Syndrome)?

É uma condição caracterizada por uma pálpebra superior extremamente elástica e frouxa que se everte facilmente com tração mínima. É mais comum em homens obesos de meia-idade. A fisiopatologia envolve a perda de elastina no tarso, possivelmente por isquemia e reperfusão ou trauma mecânico crônico durante o sono, resultando em conjuntivite papilar crônica e ceratite.

Qual a relação entre esta síndrome e a apneia do sono?

Existe uma associação fortíssima (até 90% dos casos). Acredita-se que a obesidade e a posição de dormir (decúbito lateral pressionando o olho contra o travesseiro) contribuam para a eversão palpebral. Além disso, a apneia do sono causa hipóxia tecidual intermitente, o que pode degradar as fibras elásticas da placa tarsal.

Como tratar a ceratite filamentar nestes pacientes?

O tratamento envolve o manejo da superfície ocular com lubrificantes sem conservantes e agentes mucolíticos (como acetilcisteína). No entanto, a resolução definitiva requer o tratamento da causa base: proteção ocular noturna (shields), tratamento da apneia do sono com CPAP e, em casos graves, cirurgia de encurtamento palpebral horizontal para restaurar a tensão tarsal.

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